E-mail: diaadia@gazetadoparana.com.br Telefone: (45) 3218-2539 DIA A DIA 6 Quarta-feira, 8/10/2008 - Paraná - GAZETA DO PARANÁ DA AGÊNCIA ESTADO Mesmo com a antecipação de R$ 5 bilhõespara o crédito rural, o Ministério da Agricul tura está preocupado com a falta de recursos para plantio da safra atual. "O problema é financiamento, não demanda mundial por alimentos", contou uma fonte do ministério, para quem o problema de liquidez, apesar de grave, será resolvido nas próximas semanas. A antecipação do recurso para o Banco do Brasil (BB), principal financiador do agronegócio, foi anunciada na semana passada pelo ministro da Fazenda Guido Mantega. Duas medidas pontuais que estão sendo avaliadas pelo Ministério da Fazenda podem"irrigar" o crédito rural com até R$ 800 mi lhões. A primeira é a transferência de R$ 300milhões do Fundo Constitucional do CentroOeste (FCO) para o Programa Nacional de For talecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A medida diminuiria a pressão dos pequenosagricultores pelos recursos, ampliando a ofer ta de crédito para a agricultura empresarial. A segunda medida é ampliar em R$ 500milhões o crédito para os agricultores de mé dio porte por meio do Programa de Geração de Emprego e Renda Rural (Proger Rural). Essa linha é oferecida para agricultores com renda bruta anual de até R$ 220 mil. O limite de financiamento é R$ 100 mil, com juro de 6,25% ao ano, de acordo com o BB. Os recursos do Proger podem serusados para qualquer finalidade, mas o obje tivo do governo é, neste momento, o custeio das lavouras. Segundo outra fonte do governo, as ações serão implementadas de acordo com a necessidade.A fonte da agricultura confirmou tam bém que há um pedido para liberação de compulsórios específicos para o crédito rural. "Há um problema de liquidez. Sem ter onde buscar dinheiro, a saída é liberar os compulsórios." A área econômica sinalizacom a liberação de R$ 5 bilhões em compul sórios para o setor agrícola. "Quanto puder vir agora é bom. Nós argumentamos que esse dinheiro seria usado em investimento produtivo. O produtor vai produzir e daqui a cinco ou seis meses esse produto está no mercado." DA AGÊNCIA ESTADO O Ministério da Agricultura informouque Mato Grosso do Sul recebeu autori zação para voltar a exportar carne bovina in natura para a União Européia (UE). A decisão foi anunciada pela Diretoria-Geralpara Saúde e Consumidores da União Eu ropéia (DG-Sanco). Mato Grosso e MinasGerais também estão integralmente habilitados. Antes, as regiões norte e sul mato grossenses e 287 municípios mineiros não estavam habilitados para o comércio com os europeus. Em nota, o ministério informou que o próximo passo será a publicação dessa confirmação no jornal oficial da UE, o que deverá acontecer em até quatro semanas. Com isso, mais 39,8 milhões de bovinos serão somados ao rebanho apto a ser vendido in natura aos europeus, desde que procedam de Estabelecimentos Rurais Aprovados no Sisbov (Eras).Atualmente, são 364 os estabeleci mentos certificados no Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. "Agora, serão aproximadamente 126,8 milhões de animais, formando a base do rebanho de onde pode ser exportada carne bovina para aquele mercado", informou, por meioda assessoria de imprensa da pasta, o se cretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz.A habilitação de Eras para o co mércio com a UE tem aumentado significativamente a cada mês. Esse incremento éresultado da intensifi cação das auditoriasrealizadas pelo Ministério da Agricul tura, em conjuntocom serviços es taduais de Defesa Agropecuária, nosistema de cer tificação dessas propriedades rurais.Há cinco meses, a Secretaria de Defe sa Agropecuária (SDA) vem acertando os detalhes técnicos com a União Européia para a inclusão de Mato Grosso do Sul, e das outras áreas de Mato Grosso e Minas Gerais. O último encontro oficial ocorreu na quinta-feira da semana passada (dia 25), entre o secretário Inácio Kroetz e autoridades da DG-Sanco, em Bruxelas, na Bélgica. Falta de crédito para plantio da safra preocupa Mato Grosso do Sul voltar a vender carne in natura Espumantes, panetones e frutas da época devem encarecer as compras de final de ano FRANCIELLY HIRATA DA REDAÇÃO CASCAVELA família cascavelense de Ivanir das Gra ças Padilha Klin espera todos os anos um final de ano completo, incluindo a ceia de Natal e todos os produtos que caracterizam a época. Panetones, espumantes, frutas frescas e secas,nozes, castanhas, e claro, o peru. A dona-de casa garante que todo final de ano gasta mais nosupermercado devido às aquisições. "Compra mos coisas deferentes. A compra fica bem mais cara, no ano passado gastei quase R$ 700,00 somente para o Natal", relembra Klin. Para este ano, a intenção da dona-de-casaé gastar menos, mas acredita que não será pos sível, pois verifica um acréscimo nos preços dos produtos no mercado. "Ainda não olhei nada de final do ano, mas tudo está mais caro do que o ano passado", reforça. Klin, que sempre deixa as compras para a semana de Natal, devido às frutas frescas, que não podem armazenar, acha o valor dos produtos muito caro. "No mês de dezembro o preço é um absurdo, desde a uva para enfeitar até o peru. A uva que hoje está na média de R$ 2,00 passa para R$ 4,00 ou R$ 5,00 o quilo. Eles aproveitam o final do ano e tiram o coro mesmo", afirma.A dona-de-casa, se for comprar os mes mos produtos do ano passado, provavelmente gastará mais este ano. Um dos produtos típicos do Natal, o Panetone, está chegando ás gôndolas dos supermercados mais caros. O reajuste no preço da farinha de trigo para as indústrias deve encarecer o panetone em aproximadamente 10%, de acordo com a Associação de Supermercados, e o repasse deverá ser de 6% a mais em relação ao ano passado para os consumidores. Eduardo Henrique Portero, chefe de loja de uma rede de supermercados de Cascavel afirma que alguns produtos já estão chegandona loja para o final de ano, mas as compras de vem ser finalizadas mais para o final do mês ouinício de novembro. "Estão chegando os espu mantes e o panetone chega ainda este mês", explica. De toda a gama de produtos natalinos, o chefe afirma que o que provavelmente terá maior acréscimo é o panetone, pois sofrerá ainda o reajuste no frete. "Os espumantes estão com pouco diferença em relação ao ano passado, mas o panetone terá reajuste porque teve aumento no diesel e o frete ficou mais caro", comenta. Já os espumantes, que já chegaram ao consumidor estão, segundo o responsável, na média do ano passado. "Varia de acordo com a marca, mas temos os mais populares de R$ 3,00 a R$ 7,00 e os mais finos, de R$ 16,00 a R$ 50,00", salienta. O chefe da loja afirma que os reajustesdeste ano serão negociados com as indús trias, pois nas compras dos supermercados são feitas negociações para que não encareça muito. "A tendência é subir, não muito, masdepende da negociação com a indústria, al gumas podem abater o frete e dependendo poderemos trabalhar com o valor do ano passado", ressalta Portero.Outros produtos que devem ser encontra dos com valores maiores nos supermercados são as castanhas, nozes e avelãs. Segundo ochefe da loja, as que estão nas prateleiras já re gistram alta. "Algumas nozes ficaram mais caras, a sem casca, um saquinho de 110 gramas está R$ 8,45, no ano passado era R$ 7,80". Já o Peru deve realmente sofrer alta em comparação ao mesmo período de 2007, segundo Sergio Luiz Jilnek, gerente de loja de outra rede de supermercados, ainda não houve negociação com as indústrias, mas acredita que os preços serão mais elevados. "As aves subiram em relação ao ano passado, mas não pode ser muito mais caro porque as pessoas já estão variando", relata. Promoções As promoções dos produtos de final deano acontecem mais próximas às datas come morativas. De acordo com Eduardo Henrique Portero, as melhores são em dezembro, bem perto do Natal. "Mas tem alguns que não compensam, as frutas, as nozes, podem ficar mais caras", explica. O chefe da loja revela que há vantagens e desvantagens para as compras mais próximas ao Natal, como as promoções eas filas, respectivamente. "A tendência é abai xar o preço mais para frente, mas o mercado fica cheio e conforme vai acabando o estoque corre o risco de ficar sem algum produto", esclarece que salientar ainda que há também as edições limitadas que são vendidas apenas nos meses anteriores à data.As pessoas que esperam as datas come morativas passarem também levam vantagem nos preços dos produtos. Portero lembra que após o Natal, o panetone, por exemplo, desvaloriza e não há muita procura. "Então é abaixado o valor para queimar o estoque", completa. Mas, os outros produtos, que são comercializados nos outros meses do ano, geralmente se mantêm estáveis. ConcorrênciaOutro fator a ser observado pelos consumidores é a concorrência entre os supermer cados, que resultam em diferentes promoçõespela cidade. "A concorrência entre os merca dos provavelmente gera promoções melhores, pois não dá para ficar muito atrás. Um tenta acompanhar o outro para concorrer", relata. NATAL Produtos estão mais carosagricultores pelos recursos, ampliando a ofer ta de crédito para a agricultura empresarial. A segunda medida é ampliar em R$ 500milhões o crédito para os agricultores de mé dio porte por meio do Programa de Geração de Emprego e Renda Rural (Proger Rural). Essa linha é oferecida Falta de crédito para plantio da safra preocupa Alguns produtos já estão chegando na loja para o fi nal de ano GAZETA DO PARANÁ Crédito será ampliado para agricultores de médio porte ARQUIVO/GP Crédito será ampliado para agricultores de médio porte ARQUIVO/GP CRISE UNIÃO EUROPÉIA para aquele mercado", informou, por meioda assessoria de imprensa da pasta, o se cretário de Defesa Agropecuária, InácioA habilitação de Eras para o co mércio com a UE tem aumentado significativamente a cada mês. Esse incremento éresultado da intensifi cação das auditoriasrealizadas pelo Ministério da Agricul tura, em conjuntocom serviços es taduais de Defesa Agropecuária, nosistema de cer tificação dessasHá cinco meses, a Secretaria de Defe sa Agropecuária (SDA) vem acertando os detalhes técnicos com a União Européia para a inclusão de Mato Grosso do Sul, e das outras áreas de Mato Grosso e Minas Gerais. O último encontro oficial ocorreu na quinta-feira da semana passada (dia 25), entre o secretário Inácio Kroetz e autoridades da DG-Sanco, em Bruxelas,