E-mail: diaadia@gazetadoparana.com.br Telefone: (45) 3218-2539 DIA A DIA 2 Quarta-feira, 8/10/2008 - Paraná - GAZETA DO PARANÁ Karen Katlen Colaboradora AN Com o objetivo de proporcionar aos acadêmicos e profissionais uma reciclagem em relação a determinados assuntos ligados a área, o curso de Direito da Universidade Paranense ­ UNIPAR, campus de Cascavel, em parceria com a OAB Cascavel - Ordem dos Advogados do Brasil e Univel, promovem de hoje até 10 de outubro, às 19h no auditório da Univel, o "Congresso Penal ­ Violência e Criminalidade: Resposta Penal. "O Congresso é de suma importância para os acadêmicos, pois eles estarão em contato com as recentes alterações legislativas e temas polêmicos do Direito Criminal", ressalta a coordenadora do curso, Fabíola Meresi. Na programação do evento estão marcadas palestras como: "(Re) forma doProcesso Penal", ministrado pela Mes tre e Doutora, Flaviane de Magalhães Barros, "Culpabilidade e Interpretação no Direito Penal", pelo Pós-Doutor emDireito, Cláudio Brandão. O conselhei ro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, pelo Paraná, coordenará o debate na quinta-feira, com o tema"Rediscutindo a violência a partir do ví deo elaborado pelo IBCCRIM (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais) sobre a Lei Maria da Penha. As inscrições estão sendo feitas na OAB e também na UNIPAR no valor de R$ 50,00 para profissionais e R$ 30,00 paraacadêmicos. Podem participar acadêmi cos de todos os cursos. Mais informações pelo telefone (45) 3321 ­ 1300. Dando início às comemorações ao diado professor, 15 de outubro, a Universidade Paranense ­ UNIPAR, campus de Cas cavel, promoveu na última quarta-feira (01) uma missa em ação de graças aos docentes. Celebrada pelo Arcebispo Dom Mauro Aparecido dos Santos através da Pastoral Universitária, a atividade reuniu acadêmicos, professores e funcionários no Anfiteatro da Instituição."Essa foi uma das atividades que pro gramamos aos professores. No dia 15, um jantar está sendo organizado para os 155docentes do campus, sorteio de presen tes e homenagens feitas pelos alunos", ressalta a coordenadora do Promagister- Programa de Aperfeiçoamento do Ma gistério Superior, Anália Ogura. De acordo com a coordenadora, essasações visam a integração dos profissio nais das diversas áreas do conhecimento. "Os momentos de descontração também são importantes para esses professores,como também as ações que desenvolve mos durante todo o ano, dando apoio e suporte pedagógico aos docentes através de palestras, treinamentos e capacitação", conclui. Congresso de Direito Penal inicia hoje UNIPAR presta homenagem aos professores Medida precisa passar por votação, mas já é contada como certa por alguns setores VIVIANE NONATO DA REDAÇÃO - CASCAVELO governador do Estado do Paraná, Ro berto Requião relatou a imprensa na tarde de ontem, que enviou para a Assembléia Legislativa um projeto que altera a base de calculo do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) de uma série de produtos.Para alguns, os chamados `bens de consumo de primeira necessidade", como alimen tação, vestuário, medicamentos, produtos de higiene e eletrodomésticos, a alíquota deve baixar, descendo dos atuais 18% para 12%.Entretanto, outros produtos como gasolina, energia elétrica, comunicações, cigar ros, bebidas, pneus e autopeças deve sofrer acréscimo de 2% na alíquota. A medida ainda precisa passar por votação, mas já é contada como certa por alguns setores.Apesar de que se aprovada, deverá en trar em vigor apenas no início do próximo ano - pois existem questões burocráticascomo, publicação em diário oficial, e confor me a Constituição, mudanças relacionadas a ICMS precisam passar por um prazo chamado noventena - a medida já está provocando reações por parte de usuários e proprietários de estabelecimentos que serão diretamente afetados.Para o presidente do Sindicombustí veis Paraná, Roberto Fregonese, a medidaé vista pelo setor, no mínimo como impo pular. "Já pagamos impostos demais, além disso, o impacto será grande para diversos setores", diz. ImpactoDos combustíveis, apenas a gasolina en tra lista, mas a previsão feita pelo Sindicato, é que o litro do produto sofra acréscimo de R$ 0,10. "Se levarmos em consideração que hoje o governo arrecada R$ 0,66 por litro de gasolina vendida e passará a arrecadar R$ 0,73, temos uma média de R$ 1,42 apenas de impostos por litro de gasolina, é muita coisa", acrescenta. Ele ainda argumenta que subindo a energia e a telefonia, os comerciantes de um modo geral também serão afetados. No caso dos postos de combustíveis, a energia é muito usada para o funcionamento das bombas e a maior parte das comprar são feitas no cartão de crédito, o que significa aumento também nos pulsos telefônicos. "Então, avaliando tudo isso, chegamos a uma previsão desses R$ 0,10, mas vale lembrar que é em cima das informações que tivemos acesso, porque não vimos o projeto na íntegra". Pequenos Fregonese ainda avalia, que ao contrario do esperado, a medida não deve ser benéfica para os pequenos comerciantes, aqueles que fazem parte do Simples. "Quem faz parte doSimples não credita ICMS e consequente mente não será beneficiado", explica. "Pelo contrário, representará mais custos para esses pequenos empresários". Insatisfação A notícia da possível alta não agradoumuito os proprietários de veículos automo tores, principalmente aqueles que utilizam os carros como meio de transporte para o trabalho. Para quem precisa percorrer longas distâncias diariamente, o acréscimoafeta o bolso. Uma trabalhadora de Cas cavel é uma dessas pessoas que já prevê gastos fora do orçamento. Ela reside em Toledo e trabalha em Cascavel, sendo que percorre todos os dias aproximadamente 90 quilômetros contando ida e volta. Levando em consideração o consumo do veículo, a jornalista gasta 50 litros de combustível por semana. Em valores, com o preço da gasolina em torno de R$ 2,46 (valor médio em Cascavel), o gasto no final do mês chega a R$ 492, com o aumento, seu custo pode chegar a R$ 512. "Recebo de ajuda de custo para o transporte, de aproximadamente R$ 280, mas ainda assim arco com os R$ 212 restantes", conta. "Neste caso R$ 0,10 por litro faz muita diferença e para mim representa R$ 20 no final do mês", acrescenta. Ela comenta que para amenizar um poucoo prejuízo, está sempre procurando as pro moções e normalmente abastece em posto localizado na rodovia, que sempre apresentadiferença para menos. "Normalmente con sigo por R$ 2,36 o litro, o que significa R$ 20 a menos do que se abastecer pela média da cidade", diz. ICMS Possível alta da gasolina já preocupa Dos combustíveis, apenas a gasolina entra na lista ARQUIVO/GP Cerimônia foi celebrada por Dom Mauro Basso acredita na greve ARQUIVO/GP FRANCIELLY HIRATA DA REDAÇÃO ­ CASCAVELOs bancários de Cascavel, que na se mana passada optaram por não realizar um dia de paralisação, podem entrar em greve por tempo indeterminado a partir dehoje. De acordo com o presidente do Sin dicato dos Bancários de Cascavel e Região, Gladir Basso, na assembléia de hoje, às 8h na praça da Catedral, a categoria avaliará se pára ou não na cidade. "A situação é complicada, tem a crise apontada pelos bancos, mas tem a necessidade de assinar acordo. Os bancos não marcaram rodada de negociação e a categoria deve aderir àgreve amanhã (hoje)", revela o sindicalis ta. A greve, considerada como certa pelo presidente do sindicato é resultado da falta de interesse dos bancos em negociar as questões salariais dos bancários.A greve está sendo pensada pelos pro fissionais em todo país, e segundo Basso, em Cascavel não deve ser diferente. "Não sabemos ainda a extensão da greve, em relação aos bancos que aderirão, mas a grande maioria dos bancos estará fechada a partir de amanhã, a não ser que aconteça algo até a assembléia", explica.Ontem (7) à noite, outras cidades também realizaram assembléias para defini rem a greve, mas segundo o sindicalista, a tendência é greve nacional, pois algumas capitais já estão em paralisação desde a semana passada. "Entre hoje (ontem) e amanha (hoje), será definido o cenário nacional. Mas, a indicação é de greve já que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal não apresentaram interesse de melhorar a proposta salarial", completa o presidente do sindicato. Proposta Os bancos ofereceram reajuste salarial de 7,5%, índice considerado baixo pela categoria, que esperava para a data base 2008/2009, acréscimo de 16% no salário,justificado pela variação do Produto Interno Bruto (PIB) e do índice Nacional de Pre ços ao Consumidor (INPC) divulgada peloInstituto Brasileiro de Geografia e Estatís tica (IBGE). "Este cálculo foi do período de um ano, de 1º de setembro de 2007 até 31 de agosto deste ano", explica. Ainda nas questões financeiras, a categoria tambémreivindica a participação de lucros e resul tados, da qual os bancários irão pedir três vezes a remuneração do empregado por ano e mais um valor fixo de R$ 3.200,00. "Entendemos que os bancos apresentam lucros altos e podem distribuir mais. Esta é nossa proposta inicial, mas sabemos que os bancos irão apresentar outra". Já com relação ao piso salarial da categoria, os trabalhadores irão pedir R$ 2.100,00 com base no salário mínimo determinado pelo Departamento Intersindical de estatísticas e estudos econômicos (Dieese). "Hoje o piso da categoria é R$ 921,49 para 6 horas de trabalho, mas os bancos somente com os ganhos da cobrança de tarifas, fazem em média de 1 a 2 folhas de pagamento atual", relata Basso. BANCÁRIOS/CASCAVEL Categoria deve parar