CRISE/EUA Lula agora teme efeitos da "marola" Para deputado do PR, Lula se perde em seu próprio discurso ECONOMIA E-mail: politica@gazetadoparana.com.br Telefone: (45) 3218-2534 5 GAZETA DO PARANÁ - Quarta-feira, 8/10/2008 - Paraná POLÍTICA CURITIBA Depois de afirmar que osefeitos da crise financeira in ternacional, se chegassem aoBrasil, seriam como uma "ma rola", Lula decidiu envolver o Congresso nas decisões quetomará para conter as recen tes turbulências financeiras. O petista convocou para hoje uma reunião com os líderes das bases aliadas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega,e o presidente do Banco Cen tral, Henrique Meirelles. Paraos tucanos, no entanto, Lula por incapacidade de gerenciar uma crise cujas consequências em princípio minimi zou - quer agora dividir como Congresso a responsabili dade pelas soluções. "Será que o presidente não consegue cuidar sozinho dessa marolinha?", ironizou odeputado federal Affonso Ca margo, do PSDB do Paraná, para quem Lula "se perde emseu próprio discurso". O par lamentar paranaense lembraque, ao longo das últimas se manas, Lula repetiu diversasvezes que a crise não atingi ria o país, enquanto todos alertavam para os reflexos sobre a economia nacional, a despeito dos sinais negativos Terminado o período no qual a ditadura eleitoral (Não confundir com "justiça eleitoral" essa apenas aplica a lei) impõe suas regras e ela o faz durante as campanhas pode-se dizer que as últimas eleições se caracterizaram pela montagem de um circo cujo espaço debaixo da lona produziu detalhes gritantes de incoerências e, por serem incoerências oficiais, já que aprovadas pelos ditos "legisladores", sustentaram a maior palhaçada (o termo é chulo, mas pertinente) encenada diante do público. Refiro-me à exigência da lei em torno da "fidelidade partidária" - o que a justiça é obrigada a zelar - imposta aos indivíduos, já quando entre partidos, os bacanais, apelidados de alianças, ocorreram e ocorrem de forma desmedida na caça aos votos. A "Constituição dessa ditadura" impõe ao candidato ser fiel ao seu partido e, se dele se desligar, perderá o mandato. O mandato não é dele, candidato, determina a lei, e, sim, "do partido", como se algum eleitor votasse nessas falsas agremiações políticas. Afirmam aqueles que forjaram essa legislação, que os partidos precisam ser resgatados em importância e "cultura política". Assim, colocam uma espécie de argola no nariz do indivíduo e corda amarrada na argola. Mas, e os partidos ? A eles esqueceram de estabelecer limites? Sim, para eles não há imposição de fidelidade e de honra às suas "Práxis", já que se dão ao direito de se misturarem eles, sim em verdadeiras "orgias partidárias", algo próximo ao que o meretrício batizou de "bacanal" e o fazem através do que chamam de "alianças" - e daí, partirem para a trapaça, atropelando as alegadas ideologias e programas, é uma simples questão de acertos. ISTO É UMA VERGONHA ! Esta expressão não é de agora, como muitos pensam...Ela vem sendo aplicada há anos (minha avó a usava muito) com uma diferença.... "naqueles tempos" produzia efeito. Era como uma chinelada na bunda dos desavergonhados. A propósito: Em Londrina, se eleito Belinati, do PP, assumirá na Assembléia o Beraldin, do PDT. Aí prevalecerá o suplente da "coligação" e não do partido a quem "pertenceria o mandato", ou seja, o suplente é do bacanal. Há uma outra expressão por aí, no mundo das liberações sexuais, chamada de Swing. Assim, na política partidária o cidadão poderá optar, para explicá-la, ou por swing ou por bacanal. Há ainda uma outra no submundo das expressões: "Suruba". E tudo isso vem lá de cima, dos "aprovadores" de leis do Congresso Nacional, esse, no caso, o grande proxeneta da esbórnia. BACANAIS ISTO ISTO ISTO ISTO ISTO POSTO POSTO POSTO POSTO POSTO paulomartins@certto.com.brvindos do mercado. "A Boves pa sofreu diversas quedas e odólar teve uma súbita valori zação, ultrapassado os R$ 2,00 - maior cotação em mais deum ano. O setor primário tam bém já sente os efeitos da quebra dos bancos nos EUA.Na semana passada, as cotações das commodities tive rem uma queda de 9,9%, a maior em 50 anos", comentou Camargo. Para o deputado federal catarinense Gervásio Silva,também tucano, a participação do Congresso na tomada de decisões diante da crise internacional é fundamental. O parlamentar ques tiona porém, a demora dopresidente em tomar uma atitude. "Discutir com o Legislativo é realmente importante, pois as decisões que se rão adotadas terão de passarpelas duas Casas. O problema é que Lula afirmou durante todo o tempo que não ha veriam efeitos para o Brasil. Agora, tardiamente, percebe que a realidade é mais dura e quer passar adiante uma responsabilidade que não quis assumir antes", criticou. InfantilidadePor sua vez, o tucano bai ano, deputado João Almeida,avalia que Lula ainda não de monstra intenção de poupargastos, o que pode ser com provado pelo anúncio, para março de 2009, da licitação para a execução do trem-balaentre Rio de Janeiro e São Pau lo. "Falar em obras como essa diante da crise é pretensão de um governo que ainda não sedeu conta da realidade e con tinua nas nuvens", repudiou. O parlamentar acredita que as atitudes do Planalto são totalmente condizentes com sua falta de postura e pulso firme para enfrentar oatual cenário. "Esse é o resul tado das atitudes infantis edesmedidas de um presiden te que quis, desde o princípio, mostrar valentia e convencer os brasileiros de que o paísestava blindado. O Congres so fará seu papel e tomará asmelhores decisões. Resta sa ber se Lula fará o mesmo e sejá acordou para o fato de vivermos em um mundo globalizado, onde não se pode menosprezar crises internacio nais", alertou. DECISÕES DO TCE DA REDAÇÃO CURITIBA O presidente do Tribunalde Contas do Estado do Para ná ( TCE-PR), conselheiroNestor Baptista, e o procura dor-geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior, assinaram na tarde de segunda-feira (6) um convênio que tornará mais efetivas as decisões doTribunal de Contas. Pelo convênio, as promotorias de jus tiça do Ministério Público do Estado do Paraná (MPE-PR)deverão fiscalizar o cumprimento das decisões do tribu nal, bem como acompanharo encaminhamento das certidões de débitos encaminha das às procuradorias fiscaisdos municípios. A parceria firmada entre as duas instituições tem como principal ob jetivo a recuperação, por meio da troca de informações, de R$300 milhões de reais em cer tidões de débitos emitidospelo TCE-PR contra ex e atuais gestores públicos munici pais e estaduais.Para agilizar os procedimentos de cobrança em regi ões do interior do Estado, o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Defesa do Patrimônio Público orientará os promotores de justiça a monitorar o prazo, de até 90dias, para inscrição destas certidões em dívida ativa ou execução judicial. "Temos percebido que as certidões do Tri bunal estão sendo utilizadascomo moeda de troca políti MP vai fiscalizar cumprimento ca e não é essa a função destedocumento que visa, estritamente, fazer retornar aos cofres públicos o dinheiro reco nhecidamente mal aplicadoou desviado", disse o presi dente do TCE. Segundo ele, aparceria vai agilizar a recuperação destes valores que mui tas fazem falta às áreas da Saúde e Educação.Outra cláusula do convênio prevê ainda que o Tribunal de Contas repassará có pia de instruções, pareceres,denúncias e relatórios de au ditoria referentes à aplicação de recursos que integram oFundo de Manutenção e De senvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação(Fundeb). "Tribunal de Con tas e Ministério Público são engenhos da mesma arte: emessência, fiscalizam as políticas públicas do modo a garantir as promessas de cidadania no nosso ordenamento jurídico", lembrou o pro curador-geral. Anualmente, no mês defevereiro, o Tribunal de Contas e o Ministério Público estaduais prestarão contas dessas ações à sociedade, infor mando, entre outros dados, o valor das certidões de débitopendentes e em parcelamen to, bem como o número derecomendações administrativas e as ações judiciais movidas pelo MP contra adminis tradores que se omitiram ounegaram cumprimento às de cisões do TCE. CURIÚVA CURITIBAAdvogados que represen tam a Coligação Curiúva para Todos (PT PDT PSC - PTB) denunciaram irregularidades nas eleições para a Prefeiturade Curiúva realizada no últi mo dia 5 de outubro. O fatofoi levado ao plenário da As sembléia Legislativa, ontem, dia 7, pelo líder do PT na Casa, deputado Péricles de Mello.De acordo com a denúncia, eleitores tiveram dificuldades de votar nos candida tos de suas preferências, por divergências entre o númeroque digitavam e o que apare cia na urna eletrônica. Parte da população também está sofrendo represália para não aderir a um abaixo-assinado de iniciativa da coligação do candidato a prefeito, DirceuBucco (PT), que saiu derrota do, pedindo a anulação do resultado e a realização de uma nova eleição.Do plenário, Péricles relatou que, de acordo com infor mações de representantes daColigação Curiúva para Todos, eleitores que estão de nunciando as irregularidadesno pleito eleitoral, estão so frendo ameaças por parte de integrantes da coligação do candidato reeleito, Márcio Mainardes (PMDB).Dezenas de eleitores pre feriram registrar denúncia em cartório no município vizinho de Sapopema. A denúncia ainda atesta que no Cartório de Registro Civil de Curiúvatrabalham como Escrivão Juramentado, o primo do pre feito reeleito, e a Tabeliã é mãe do advogado da coligação vencedora nas eleições. "Fatoque deixou os eleitores apre Péricles aponta irregularidades ensivos e constrangidos de efetuar a denúncia no local", disse Péricles. O ônibus quelevou os eleitores até Sapopema também foi acompanha do por policiais militares que permaneceram próximos aocartório do município vizinho, deixando, segundo a denúncia, os eleitores constran gidos. Entre as denúncias feitas, está a de um eleitor que disse que ao digitar o número 13para prefeito, apareceu o nú mero 15. Outro declarantecontou que ao digitar o núme ro do candidato a vereador,não apareceu a foto do mesmo. As denúncias foram registradas no Cartório de Re gistro Civil de Sapopema. "Os eleitores partidáriosao candidato do PT, em Curiúva, continuam sendo ameaçados na rua para não aderirem ao abaixo-assinado pedindo a anulação das eleições. O documento que pre cisa de 2.000 assinaturas, jácolheu 1.200", frisou o deputado, com base nas informa ções que recebeu.Por meio de ofício, encaminhado à Secretaria de Es tado da Segurança Pública, Péricles relatou o que vem acontecendo em Curiúva aoSecretário Luiz Fernando De lazari, e pediu mais proteçãoà população. Também inda gou ao governo do estado e ao poder judiciário que faça uma análise e uma auditoria do processo eleitoral. Conforme apuração do Tribunal Superior Eleitoral, o candidato Márcio Mainardes (PMDB) venceu a eleição com 4.411 votos (51,55%) contra4.145 votos do candidato Dir ceu Bucco do PT (48,45%). Affonso Camargo: Lula e a "marolinha" ARQUIVO GP Pesquisas falharam em São Paulo pesquisas falharam no Rio pesquisas falharam em Londrina pesquisas falharam em Porto Alegre pesquisas falharam em Ponta Grossa... Já basta, pois se continuar faltará espaço e, além disso, rotular de "falhas" pesquisas eleitorais (as demais são confiáveis) passou a ser redundância. O quadro volta a colocar sob suspeita - segundo as pesquisas - a propagada "aceitação de Lula". Ele poderia "testar" essas dúvidas voltando ao Maracanã, em dia de clássico. GRIFE Esta modesta coluna registrou várias vezes que o candidato do PMDB à Prefeitura da Capital era Carlos Moreira e, na seqüência indagava: "Tudo bem, mas quem é Carlos Moreira"? O eleitor de Curitiba parece que também andou indagando isso, tanto que o "dito cujo" fez votação de vereador. *** Qual será o próximo castigo que o PT do Paraná irá impor a Gleisi Hoffmann? *** O leitor já notou os preços "das coisas"? Vai continuar acreditando nas tapeações que Lula anda aplicando na sociedade brasileira ? KETCHUP Gravidez na Terceira Idade Com toda essa tecnologia recente sobre fertilidade, uma senhora de 70 anos foi capaz de dar a luz um menino. Quando recebeu alta hospitalar, foi para casa passando a receber a visita de seus familiares e amigos. - Podemos ver o novo bebê? - alguém perguntou. - Ainda não - disse a mãe - Vou fazer um café e poderemos conversar um pouco antes. Trinta minutos se passaram; e um outro perguntou. - Podemos ver o bebê agora? - Não, ainda não - disse a mãe. Depois de mais alguns minutos, eles perguntaram novamente: - Podemos ver o bebê agora? - Não, ainda não. - respondeu a mãe. Já meio impacientes, eles insistiram. - Bem...então, quando poderemos ver o bebê? - QUANDO ELE CHORAR! - ela disse a eles. - QUANDO ELE CHORAR??? - E por que temos que esperar ele chorar? - PORQUE EU ME ESQUECI ONDE O COLOQUEI! - Garçom...Mais uma gelada, por favor ! MESA DE BAR