C M Y K DIAADIA 8 E-mail: diaadia@gazetadoparana.com.br Telefone: (45) 3218-2539 Quarta-feira, 15/10/2008 - Paraná - GAZETA DO PARANÁ O aumento do custo sobre o pedágio que recair sobre as empresas de transporte ISENÇÃO DE MOTOS Pedágio deverá repassar ´prejuízo` a caminhoneiros RODNEY CAETANO DA REDAÇÃO - CURITIBA O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas noParaná (Setcepar), Fernando Klein Nunes, disse que o setor está preocu pado com a isenção de pedágio para motocicleta concedida através de lei do Governo do Estado e com sua repercussão nos preços do frete. O Setcepar estima que os valores subtraídos da receita das concessionárias de rodovias com a isenção das motos vão ser repassados para os outros usuários. O aumento do custo sobre o pedágio que recair sobre as empresas de transporte e transportadores autônomos, na avaliação do Setcepar,deverá ser repassado para o custo do frete. "Com isso, conseqüentemen te o valor também será repassado para o consumidor no preço final do produto", argumenta a liderança. "Será uma cadeia de reajustes", afirma Klein Nunes. A isenção O problema surgiu, na visão do Sindicato, quando em dezembro doano passado, o governador Roberto Requião sancionou a isenção de pa gamento de pedágio para motocicletas (Lei Estadual 15.722). O próximo passo foi a reação de cinco das seis concessionárias de rodovias no Estado. As empresas obtiveram liminar do Superior Tribunal Federal da 4.ª Região (TRF-4), em Porto Alegre e a isenção foi suspensa. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) reagiu e recorreu obtendo no último dia 19 de setembro do TRF-4 a revogação da liminar. A isenção está em vigência, exceto nos trechos entre Curitiba e Apucarana e entre Ponta Grossa e Jaguariaíva, administrados pela Rodonorte. A isenção não está valendo nesses dois trechos porque a Rodonorte entrou com mandado de segurança na Justiça Estadual. A decisão ainda não saiu. Para Nunes as concessionárias não vão querer sair no prejuízo e osvalores deverão ser reajustados. "Achamos os preços cobrados nos pedá gios paranaenses muito elevados", disse ele, "mas também não podemos concordar com benefícios a determinadas categorias como é o caso das motocicletas, onerando outras", finaliza. Pedágio pode onerar custo do frete em todo o Paraná ARQUIVO/GP Exportações de carne congelada já ultrapassou demanda obtida em 2007 SECS PARANÁ CURITIBA As exportações de carne pelos Portos de Paranaguá e Antonina estão em ritmo de crescimento. Depois da instituição do Corredor de Congelados ­ uma soma de esforços da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), do Ministério da Agricultura e da iniciativa privada ­ os terminais paranaenses têm atraído cada vez mais exportadores de carne. De janeiro a setembro de 2008, foram exportados pelos portos paranaenses 1,03 milhão de toneladas de carne contra 891,46 mil toneladas no mesmo período de 2007, o que representa crescimento de 15,71% nas exportações do produto.Entre os principais compradores da car ne que sai por Paranaguá estão Japão, Arábia Saudita, Hong Kong, Rússia e Emirados Árabes. De acordo com Juarez Moraes e Silva, diretor-superintendente do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), ascarnes congeladas lideram as exporta ções do terminal. "Os congelados são o nosso grande destaque. De 2006 para 2007, crescemos 50% nas exportações de carne congelada. Este ano, até setembro, em relação a 2007, já registramos alta de 18%", afirmou. Para atrair mais exportadores, o TCP tem realizado em Paranaguá reuniõescom grandes frigoríficos do país. A in tenção é mostrar a estrutura dos portos do Paraná para escoamento de carne efortalecer o Corredor de Congelados. To dos os atores envolvidos na exportação de carnes participam dos encontros, oque possibilita a exposição de dificul dades na operação e a rápida resolução dos problemas. VantagensEntre as principais vantagens competitivas dos Portos do Paraná está a existên cia de seis berços dedicados à operação de congelados (quatro em Paranaguá e dois em Antonina), pátio de armazenagem de contêineres em zona primária com 370 mil metros quadrados, capacidade de armazenagem frigorífica para 58 mil toneladas e ramal ferroviário em zona primária, com operações diárias. "O setor de bovinos, que não fazia movimentações por Paranaguá, já está fazendo em fase preliminar de testes. Acredito que perceberemos uma alta maior nas exportações a partir do ano que vem, quando esta fase de testes estiver concluída", adiantou Moraes e Silva. AgilidadeFora a estrutura física, Paranaguá ofe rece mais uma vantagem aos exportadores. Desde março deste ano o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está instalado na área primária do Porto, em umescritório construído pela Appa. A proximi dade tem conseguido agilizar os processos de despacho aduaneiro. De acordo com Daniel Gonçalves, superintendente doMinistério da Agricultura no Paraná, o cres cimento do volume das exportações pelos portos paranaenses já é notório."A criação do Corredor de Congela dos vem ao encontro das necessidades mundiais. Hoje, o Brasil é responsável por 45% das exportações de carne de frango. O Ministério da Agricultura tem feito um trabalho intenso para atrair cada vez mais novos mercados. E nós, por aqui, estamos fazendo diagnósticos internos para verificar onde existem pontos de estrangulamento para ganharmos agilidade e diminuirmos a burocracia", relatou. Exportação de carne congelada cresce 15% 370 mil É o tamanho em metros quadrados da capacidade de armazenagem frigorífi ca no porto de Paranaguá Transportadores são contra benefício concedido pelo governo aos motociclistas.