E-mail: diaadia@gazetadoparana.com.br Telefone: (45) 3218-2539 DIA A DIA 4 Quarta-feira, 15/10/2008 - Paraná - GAZETA DO PARANÁ PROBLEMAS NA VISÃO Pais devem fi car atentos Em Cascavel quando detectado problema escola encaminha crianças para a Unidade Básica ROMULO GRIGOLI DA REDAÇÃO - CASCAVEL Todo dia às 13h30 Yasmim Schmitt tem um compromisso: ir para a escola. A menina de oito anos está na 2ª série e estuda na Escola Municipal Luiz Carlos Ruaro em Cascavel.Desde o início deste ano ela passou a freqüen tar a sala de aula de uma maneira diferente, usando óculos. "Eu estava sentido dificuldade para ler o que estava escrito no quadro e então falei para a minha professora", diz ela. A partir de então a escola orientou a famíliada aluna que buscou os procedimentos necessá rios para que a menina não fosse prejudicada. Esse é apenas um dos muitos casos decrianças com dificuldades na visão. A estima tiva do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) é de que 12% das crianças em idade escolar não enxergam bem, mas o consumo de óculos no País indica que o acesso é restrito a menos da metade da população. De acordo com a coordenadora da EscolaLuiz Carlos Ruaro, Rosane Fátima Gause Fa danelli, a escola tem como obrigação auxiliaros alunos, mas quando é detectado algum pro blema de visão, eles são encaminhados para a Unidade Básica de Saúde (UBS). "As crianças da nossa escola são encaminhadas até o posto do Pacaembú, que depois do atendimento fica encarregado em marcar um exame com o especialista", explica. A coordenadora comenta que é preciso esperar algum tempo para conseguir umaconsulta. "São muitas crianças que necessi tam de atendimento com o oftalmologista. Antes o tempo o máximo de espera era de 15 dias, hoje encaminhamos alguns alunos que esperam por até dois meses para conseguir a consulta", relata a coordenadora.Em todo o país a situação é ainda mais di fícil e a maioria da população chega a esperar por mais de um ano pela prescrição de óculos. Esta lentidão associada também ao alto preço das lentes oftálmicas faz muitas pessoas se privarem da correção visual. Esta dificuldade é enfrentada diariamente pelo menino de nove anos, Eduardo Antoniodo Nascimento que estuda na 3ª série. O meni no conta que sentia muita dor de cabeça e que enxergava tudo embaçado. "Não queria mais estudar", diz ele. No início seu problema foi resolvido e ele conseguiu através do Sistema Único de Saúde (SUS), um óculos para voltara enxergar bem. Agora Eduardo precisa nova mente de ajuda. "O óculos que estou usando não está melhorando em nada, minha mãe marcou outra consulta e estou esperando para ser atendido", comenta ele. Outro exemplo é de Jéssica Teixeira Franco que também está na terceira série. Ela quebrou o óculos e ainda não teve condiçõesde consertar. "Minha mãe está tentando com prar outro, mas enquanto isso tenho dificuldade para acompanhar as aulas e escrever", fala a meninaque ressalta ainda a necessi dade do óculos em casa para fazer as tarefase poder assistir te levisão. Exames As consultascom oftalmolo gistas pelo SUS em Cascavel são liberadas pela Centrald e A g e n d a m e n t o s . Questionadosobre a quantidade de exa mes liberados mensalmente, o encarregado pelo setor de atendimento, Valdir Alberto dos Anjos, não apresenta um número exato e apenas afirma, " varia para cada UBS do município, temos uma cota x estabelecida para cada local, conforme a quantidade de pessoas que estão na fila".De acordo com ele a dificuldade para atendimento é como em qualquer outra especialida de da saúde pública. "Em todas as áreas temos uma grande demanda, pois a população que necessita do serviço cresce cada vez mais", alega. Em relação as consultas com oftalmologista a liberação deve acontecer conforme a urgência. "De acordo com a gravidade de cada paciente, ele é encaminhado até o médico", explica o responsável pela Central. Teste A contribuição que cabe a cada escola que é logo quando o aluno inicia os estudos. Segundo Rosane a partir da 1ª série,o coordenador faz um teste optométrico. "Usamos um car taz com diferentes graus de dificuldades para a leitura. Conforme o resultado de cada criança fazemos oencaminhamento", ex plica. O aluno que tiver dificuldade abaixo de0,7 graus já é conside rando com um caso preocupante.O trabalho segundo ela é sim ples, porém fundamental,pois a doen ça em muitos casos passa despercebida pela maioriados pais. "Muitos pais não percebem a difi culdade e nós como professores estamos mais atentos e podemos contribuir". Programa Desde 2005 o oftalmologista do InstitutoPenido Burnier, Leôncio Queiroz Neto Quei roz Neto vem propondo através do Mais Visão a criação do 'óculos social' no Brasil. Trata-sede uma versão mais barata que possa ser dis tribuida pelo SUS. A boa notícia é que iniciativas como o MaisVisão, programas do CBO, ONGs, universida des e da iniciativa privada estão mobilizando o poder público em conjunto com a indústriaóptica a criar esta versão de óculos. De qual quer forma, o especialista diz a prevenção da cegueira requer que pais e professores estejam atentos à visão das crianças. ROMULO GRIGOLI DA REDAÇÃO - CASCAVEL A falta de exame de vista e óculos agravam doenças oculares de 45% das crianças brasileiras. Isso porque, esta parcela só passa pela primeira consulta médica quando chega à adolescência. "As crianças muitas vezes não sabem como informar, em alguns casos elas conseguem enxergar bem com um olho e desta forma o outro passa despercebido", explica o oftalmologista, Abenor Moreira Minaré Filho, do Hospital de Olhos de Cascavel. O médico argumenta que oatraso da consulta também aconte ce por parte dos pais, "eles pensam que as crianças só precisam ir ao oftalmologista quando iniciam os estudos, mas esse pensamento é errado", completa Moreira. Hoje o oftalmologista explica que muitos problemas podem ser solucionados antecipando a consulta. "Existe o teste do olhinhoque pode ser feito logo após o nas cimento de uma criança. Aos três meses a crianças já passa por uma avaliação com seu pediatra ou como oftalmologista e muitos proble mas pode ser detectados", ressalta o especialista. Após esse exame inicial a informação repassada pela médico é de que a consulta deve acontecer em todos os casos a cada dois anos. Para aqueles que precisam doóculos, mas ainda não estão utili zando Moreira ressalta, "sem óculoso grau dos vícios de refração - mio pia, hipermetropia e astigmatismo aumentam". Quanto a consulta com o especialista, o oftalmologista orienta ainda, "é preciso se prevenir, alguns problemas como tumores, se forem detectados após sete anos de idade, não podem ser revertidos", finaliza. CONSULTAS Prevenção é a melhor opção Sinais de Comprometimento da Visão *Criança que se aproxima muito da TV *Dor de cabeça, nos olhos ou tontura freqüente. *Apertar os olhos na claridade. * O l h o s v e r m e l h o s o u lacrimejamento*Coceira ocular após esforço visual leitura ou TV. *Hábito de inclinar a cabeça para um lado. de óculos no País indica que o acesso é restrito a menos da metade da população. De acordo com a coordenadora da EscolaLuiz Carlos Ruaro, Rosane Fátima Gause Fa danelli, a escola tem como obrigação auxiliaros alunos, mas quando é detectado algum pro blema de visão, eles são encaminhados para a Unidade Básica de Saúde (UBS). "As crianças da nossa escola são encaminhadas até o posto do Pacaembú, que depois do atendimento fica encarregado em marcar um exame com o especialista", explica. A coordenadora comenta que é preciso esperar algum tempo para conseguir umaconsulta. "São muitas crianças que necessi tam de atendimento com o oftalmologista. Antes o tempo o máximo de espera era de 15 dias, hoje encaminhamos alguns alunos que esperam por até dois meses para conseguir a consulta", relata a coordenadora.Em todo o país a situação é ainda mais di fícil e a maioria da população chega a esperar por mais de um ano pela prescrição de óculos. prar outro, mas enquanto isso tenho dificuldade para acompanhar as aulas e escrever", fala a meninaque ressalta ainda a necessi dade do óculos em casa para fazer as tarefase poder assistir te levisão. Exames As consultascom oftalmolo gistas pelo SUS em Cascavel são liberadas pela Centrald e A g e n d a m e n t o s . Questionadosobre a quantidade de exa mes liberados é logo quando o aluno inicia os estudos. Segundo Rosane a partir da 1ª série,o coordenador faz um teste optométrico. "Usamos um car taz com diferentes graus de dificuldades para a leitura. Conforme o resultado de cada criança fazemos oencaminhamento", ex plica. O aluno que tiver dificuldade abaixo de0,7 graus já é conside rando com um caso preocupante.O trabalho segundo ela é sim ples, porém fundamental,pois a doen ça em muitos casos passa despercebida pela maioria Sinais de Comprometimento da Visão *Criança que se aproxima muito da TV *Dor de cabeça, nos olhos ou tontura freqüente. *Apertar os olhos na claridade. * O l h o s v e r m e l h o s o u lacrimejamento*Coceira ocular após esforço visual leitura ou TV. *Hábito de inclinar a cabeça para um lado. Yasmim Schmitt procurou atendimento ao sentir difi culdade em ler GAZETA DO PARANÁ Jéssica Franco quebrou o óculos e ainda não teve condições de consertar GAZETA DO PARANÁ