C M Y K E-mail: diaadia@gazetadoparana.com.br Telefone: (45) 3218-2539 DIA A DIA 4 Sexta-feira, 10/10/2008 - Paraná - GAZETA DO PARANÁ VIVIANE NONATO DA REDAÇÃO ­ CASCAVEL "A droga da morte", assim é conhecida a droga que a cada dia ganha mais notoriedade na sociedade e o que é pior, mais adeptos principalmente entre os jovens. O crack cujo nome é bastante conhecido, é considerado como uma das drogas mais destruidoras. Da mesma forma que vicia rápido, sua ação no organismo é rápida e na maioria das vezes leva a morte. Assim como aumentam o número de usuários, aumentam também a quantidade de apreensões desse produto. Apenas em Cascavel, as policias Civil e Militar e Rodoviárias Federal e Estadual, retiraram de circulação no ano de 2006, 24 quilos de crack. Em 2007 foram 27,456 quilos do entorpecente. Este ano, apesar de ainda faltar cerca de 80 dias para ser finalizado, as apreensões já chegaram a 30,370 quilos. No mês de janeiro foram 12 gramas; fevereiro fechou em um quilo; março 250 gramas; maio dois quilos; junho 2,5 quilos; julho 10 quilos; agosto 2,1 quilos e setembro 14,3 quilos. Levando em consideração que com um quilo do produto é possível fazer cerca de oito mil pedras, as apreensões poderiam resultar em 240 mil pedras. OrigemApesar de o nome ter se tornado popu lar, muitos não sabem exatamente o que é e quais os efeitos dessa droga no organismo. Para entender o crack funciona é necessárioprimeiro falar da cocaína, pois o crack é fabri cado das sobras da coca misturadas a outros produtos químicos. A cocaína é uma droga em pó, produzida a partir da planta de coca. No começo era utilizada para fins medicinais, mas no século XX se descobriu que era um narcótico viciante.Apesar do valor comercial ser conside rado pelos usuários como "muito alto", a cocaína é uma droga `versátil' e pode serconsumida de três formas, cheirando, inje tando ou fumando. Já o crack nada mais é do que uma forma mais barata e diferente de se usar a cocaína. O nome crack vem do som que a pedrade cristal faz quando é aquecida no cachimbo utilizado para fumá-la. Esse som é cau sado pelo bicarbonato de sódio em contato com o fogo.O crack é feito da cocaína em pó dis solvida em uma mistura de água e amônia ou bicarbonato de sódio. Essa mistura é fervida para separar a parte sólida, e depoisresfriada. A parte sólida é colocada para se car e depois cortada em pequenos pedaços, que são as famosas "pedras", que possuem normalmente entre 1 e 5 gramas. Uma vez com a pedra pronta, os grãos são fumados em cachimbos. Por ser uma droga considerada `barata', seu consumo vem aumentando nos últimos tempos.No organismo o crack provoca acelera ção dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremores, excitação, maior aptidão física e mental. Já os efeitos psicológicos são euforia, sensação de poder e aumento da auto-estima. FumaçaA agilidade do crack no organismo é resul tante da fumaça que vai direto para o pulmão e imediatamente para a corrente sanguínea. Já a cocaína, quando inalada em pó, precisa ser dissolvida na mucosa nasal antes de ser absorvida.Para fumar o crack, o usuário coloca a dro ga em um pequeno cachimbo de vidro, com um pedaço pequeno de palha de aço em um lado do cachimbo e, do outro lado desse filtro, a pedra. Quando a pedra é aquecida por baixo, produz um vapor ou fumaça, que é aspirada para os pulmões.Desta forma, a substância chega ao cére bro muito mais rápido que a cocaína em pó. Ele pode chegar ao cérebro e "criar um barato" em cerca de 10 a 15 segundos, enquanto a cocaína em pó inalada leva de 10 a 15 minutos para surtir o mesmo efeito. O `barato' do crack pode durar de 5 a 15 minutos. Sensações Muitos perguntam qual é a graça de ficar "doidão". De acordo com os médicos, o uso de drogas pode ser justificado pelo fato de o corpo humano necessitar de sensações que levem a pessoa ao prazer. Em pessoas que tenham o organismo mais sensíveis, alimentos como o chocolate e o café podem causar dependência, porém, ser `viciado em chocolate por exemplo, não oferece perigo, só o da obesidade.Mas os problemas passam a ser regis trados quando todas as consideradas fontes naturais de prazer deixam de ter a mesma importância e só o consumo de substâncias entorpecentes passa a ser agradável. O crack no cérebro, age em uma parte específica chamada área tegmental ventral.Uma vez lá, interfere com um neurotransmis sor chamado dopamina, que está envolvidonas respostas do corpo ao prazer. A dopami na é liberada por células do sistema nervoso durante atividades prazerosas, como comer ou fazer sexo. Assim que é liberada, a dopamina viaja através das lacunas existentes entre as célulasnervosas e se liga a um neurônio, provocan do um "sentimento bom", só que o crack interrompe esse ciclo normal de absorção e continua criando um sentimento permanente de empolgação ou euforia no usuário. Com o passar do tempo - e no caso do crack é relativamente rápido - o indivíduo somente consegue sentir prazer se estiver sob o efeito do crack. Tratamento Conforme os especialistas apesar de seruma droga altamente viciante, existe tra tamento. Existem dois tipos principais de tratamento, a medicação e terapia cognitiva ou comportamental.O importante nestes casos é procurar es pecialistas no assunto para que o tratamento seja efetivo. Uma das terapias comportamentais maispopulares é a autocontenção, que recom pensa os viciados com outras atividades, por exemplo, por ficarem livres das drogas. Outro método é a terapia cognitiva comportamental, que ensina as pessoas a evitar ou lidar com CRACK Apreensões somam 30 quilos CADÊ A SOLUÇÃO? Postos continuam ´abandonados` FRANCIELLY HIRATA DA REDAÇÃO ­ CASCAVEL A Polícia Militar, que muitas vezes é acionada para solucionar os problemas causados pelos invasores dos postos abandonados, também admite que tem as mãos atadas, pois a ação dos policiais são paliativas e momentâneas. "A gente vai, conversa com as pessoas, idêntica elas, manda embora, mas sabemos que quando a viatura não está na região, eles voltam", relata o policial da radiopatrulha da PM. De acordo com o policial, a polícia constantemente faz ronda com as viaturas pelos locais abandonados, muitas vezes, mesmo sem a solicitação de ninguém, por saberem da situação complicada nos locais. "O pessoal está deixando uma viatura quase direto nestes pontos abandonados da cidade, mesmo sendo público ou particular, mas não adianta, porque se conseguimos expulsar de um local, eles migram para o outro", ressalta. O policial militar assegura que atendem todas as chamadas da população, mesmo sabendo que os locais são invadidos novamente. "O que acontece é que as pessoas acham que temos que aparecer logo desligam o telefone, mas às vezes temos ocorrências mais graves e demoramos um pouco, mas sempre vamos", salienta.Para a polícia, a solução definitiva para os problemas cau sados pelo abandono dos postos é o retorno de funcionamento dos locais, mas a colocação de um segurança 24 horas resolveria o problema em 80% a 90%, pois intimidaria os invasores. "No início é claro que terá intimidação, mas depois eles não vão mais utilizar. A segurança não acaba com o problema, mas previne", completa o policial. Para a PM a solução é o funcionamento dos postos POLÍCIA FRANCIELLY HIRATA DA REDAÇÃO ­ CASCAVEL O abandono de postos de gasolinas em Cascavel não é um problema recente. Hámais de 20 dias, a Gazeta do Paraná levan tou duas situações na cidade que traziam problemas para moradores e comerciantes vizinhos aos locais abandonados, pois os mesmos estavam servindo como ponto de consumo e tráfico de drogas e prostituição. Mas, mesmo com a denúncia da Gazeta, os vizinhos do posto localizado entre as ruas Rio Grande do Sul e Barão do Cerro Azul e o outro, situado entre a avenida Brasil e a rua Catanduvas, o Posto West Shopping, ainda reclamam do descaso dos proprietários dos locais abandonados. "Continua a mesma coisa, tem um monte de gente usando droga,se prostituindo e roubando. Eles que man dam ali, não importa se é dia ou noite, fazem até churrasco, colocam fogo e assam carne tranquilamente", relata um comerciante próximo ao Posto West Shopping. De acordo com o vizinho, a situação perdura a mais de um ano, pois desde a desativação do posto, a segurança não foi reforçada e os andarilhos utilizam o local. "A maioria deles é menor de idade, e fazem de tudo, nós ficamos com medo, inseguros",ressalta a insegurança constante dos mora dores e comerciantes ao redor do local. O empresário assegura que a segurança já não garantida nem pelos responsáveis do local, e nem mesmo pelo polícia, pois de tanto ser acionada, sabe que não conseguem resolvera situação, enquanto o local não for reforma do e utilizado. "Não agüentamos mais, nada resolve, chama a polícia, ela quando vem, expulsa eles daqui, mas quando saem, eles voltam todos", assegura o comerciante que salienta que os vizinhos pagam R$ 25,00 para uma empresa de segurança fazer a ronda na região, para evitar maiores problemas, mas nem eles conseguem evitar a violência. Os roubos e assaltos são freqüentes,segundo outro morador da região, que re lata os roubos a fios da rede de alta tensão, equipamentos dos comércios vizinhos. "Também é abandonado, não tem guarda nunca, de dia ficam consumindo, depois das10h da noite piora. É terra de ninguém", afir ma o fizinho, que já colocou mais cachorros em casa para tentar evitar que os invasores do posto entrem. Os proprietários do posto iniciaram somente esta semana um trabalho para evitar que os invasores continuem no local.Segundo o comerciante vizinho, na segun da-feira algumas pessoas estiveram no local avaliando, na quarta-feira a Polícia Militar foi ao local e retirou todos os invasores do lugar. "Colocaram hoje (ontem) uma tábuas para evitar que entrem no prédio, mas até ontem (quarta-feira) tinha gente", relata o vizinho. Outro Lado A atitude tomada pelos proprietários do Posto esta semana, segundo Caio Gottlieb,assessor de imprensa do local, deverá ame nizar a situação. De acordo com o assessor, a empresa está consciente do problema e 9 7 7 1 5 1 7 9 4 6 0 0 6 0 7 6 5 0 I S S N 1 5 1 7 - 9 4 6 X 9 7 7 1 5 1 7 9 4 6 0 0 6 0 7 6 5 0 I S S N 1 5 1 7 - 9 4 6 X Problema foi alertado na edição do dia 19 de setembro ARQUIVO/GP Reprodução da capa da edição do dia 19 de setembro ARQUIVO/GP Somente no mês de setembro foram 14,3 quilos E-mail: diaadia@gazetadoparana.com.br Telefone: (45) 3218-2539 DIA A DIA 5 GAZETA DO PARANÁ - Sexta-feira, 10/10/2008 - Paraná SÃO CRISTÓVÃO Pedestre é atropelado Um atropelamento foi registrado ontem(9) na Avenida Brasil no bairro São Cris tóvão, em Cascavel. Um pedestre estava atravessando a via quando foi atropelado por um táxi, placas JNF 2660 de Ibema, que seguia no sentido centro. A vítimaatropelada, não foi identificada até o mo mento. Ela sofreu afundamento e trauma em crânio e apresentava amnésia lacunar.A pessoa, do sexo masculino, recebeu atendimento do médico e dos socorristas do Si ate que a encaminharam em estado grave para o Hospital Nossa Senhora Salete. Apassageira do táxi, Luciely Ramos Mar tins, 14 anos, reside em Ibema e estava indo ao dentista. Com a batida a jovem sofreu lesões no rosto, sendo atendida pelo Siate e encaminhada para o Hospital Universitário. O motorista do táxi, Luiz Nicanor de Oliveira, 44 anos, não sofreu ferimentos. Duas ambulâncias e a viatura do médico do Siate se mobilizaram para atender a ocorrência. APREENSÕES Receita realiza balanço As apreensões da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Foz do Iguaçu no mês de setembro totalizaram U$ 7.948.274,00, ou seja, aumento de 59% em relação ao registrado em setembro de 2007. O valor mais significativo em apreensões no mês de setembro foi o de veículos. Mais de 260 veículos foram apreendidos, totalizando U$ 2.815.285,00, aumento de 72% em relação a setembro de 2007. A média de apreensões de veículos é de nove por dia.De janeiro a setembro já foram apreendi dos US$ 24.220.946,00, aumento de 42% em relação aos nove primeiros meses de2007. Destacam-se também as apreen sões de eletrônicos. Em setembro foram retidos U$ 1.659.367,00, aumento de 128%. O valor de apreensões registrado de janeiro a setembro de 2008 já chega a U$ 62.887.223,00 em mercadorias e veículos. O valor das apreensões registrou aumento de 10% se comparado com o mesmo período de 2007. APREENSÃO PM apreende combustível A Polícia Militar de Florai, na região de Maringá, apreendeu no pátio de um posto da cidade um caminhão-tanque roubado, em Mauá da Serra, com 30 mil litros de óleo diesel. O motorista e o responsável pelo estabelecimento foram presos. De acordo com informações do Diário de Maringá, o veículo foi localizado em Florai porque é rastreado por satélite. Aoperceber a presença da polícia, o motor ista fugiu, pulando muros de residências vizinhas ao estabelecimento, mas acabou sendo capturado pelos policiais. PIRATAS DA REDE Hackers invadem site Ontem (9), hackers invadiram a página na web da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Não se sabe ainda quem e de onde foi feita a invasão. Por enquanto, a única pista foi à mensagem deixada pelos invasores: "Hacked By. ViniPulga". No momento, a página encontra-se fora do ar. Entre os serviços prestados no site, ficaram prejudicados as páginas de notícias da Assessoria de Comunicação da universidade e o Portal do Aluno. Os universitários da instituição estão impossibilitados de acessar histórico escolar através do portal, notas, entre outros vários serviços. VINGANÇA Homem mata por vingançaUm homem foi preso ontem (9) em Pi raquara por tráfico de drogas e porte de arma. Ele foi flagrado com 96 gramas de crack e uma pistola 9 milímetros de fabricação israelense, de uso exclusivo da polícia e Forças Armadas. Segundo a Polícia Civil, o preso confessou ainda o assassinato de um rapaz no Jardim Holandês, em Piraquara. O crime foicometido em 28 de setembro, na rua Be tonex. De acordo com o superintendente da Delegacia de Piraquara, Valdemir do Prado, o preso vingou-se de três homens que agrediam o irmão dele. "A cunhada foi à casa dele avisar que o marido dela estava apanhando. Ele apanhou uma arma e atirou em direção dos agressores do irmão. Um deles foi baleado três vezes e morreu no local", descreveu o policial.Segundo a Secretaria Estadual de Se gurança Pública, o preso tem ligação com organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Postos continuam ´abandonados` Problema denunciado há mais de vinte dias, ainda aguarda por uma solução definitiva FRANCIELLY HIRATA DA REDAÇÃO ­ CASCAVEL A Polícia Militar, que muitas vezes é acionada para solucionar os problemas causados pelos invasores dos postos abandonados, também admite que tem as mãos atadas, pois a ação dos policiais são paliativas e momentâneas. "A gente vai, conversa com as pessoas, idêntica elas, manda embora, mas sabemos que quando a viatura não está na região, eles voltam", relata o policial da radiopatrulha da PM. De acordo com o policial, a polícia constantemente faz ronda com as viaturas pelos locais abandonados, muitas vezes, mesmo sem a solicitação de ninguém, por saberem da situação complicada nos locais. "O pessoal está deixando uma viatura quase direto nestes pontos abandonados da cidade, mesmo sendo público ou particular, mas não adianta, porque se conseguimos expulsar de um local, eles migram para o outro", ressalta. O policial militar assegura que atendem todas as chamadas da população, mesmo sabendo que os locais são invadidos novamente. "O que acontece é que as pessoas acham que temos que aparecer logo desligam o telefone, mas às vezes temos ocorrências mais graves e demoramos um pouco, mas sempre vamos", salienta.Para a polícia, a solução definitiva para os problemas cau sados pelo abandono dos postos é o retorno de funcionamento dos locais, mas a colocação de um segurança 24 horas resolveria o problema em 80% a 90%, pois intimidaria os invasores. "No início é claro que terá intimidação, mas depois eles não vão mais utilizar. A segurança não acaba com o problema, mas previne", completa o policial. Para a PM a solução é o funcionamento dos postos está tentando resolver. "As portas estavam soldadas, mas os andarilhos as arrombaram. Vamos agora lacrar em torno da edificação. Vamos ver se a situação melhora, vamos fazer o que é possível, para que não entrem, não ocupem. Com o lacre, eles não terão esta proteção, esconderijo que facilitada o consumo e prostituição", explica Gottlieb.Segundo o assessor, esta não foi a pri meira atitude dos responsáveis pelo local, asegurança já foi reforçada, mas não conse guiram conter os invasores. "A empresa quefaz a segurança do shopping também fisca liza o posto. Já tentamos colocar um guardo o tempo todo, mas eles ameaçam, desafiam até com arma branca, não adianta", ressalta o assessor que relata que a própria PM não consegue conter e expulsar os invasores. A empresa acredita que somente a lacração da loja do posto resolverá o problema, mas admite que as calçadas e região atrás da loja continuarão na mesma situação. "Mas não temos como coibir isto, é como as praçasque são utilizadas também por eles, tería mos então que vender as praças?", questiona Gottlieb.A solução encontrada pelos administra dores do local não é vista pelos vizinhos como definitiva, pois acreditam que os andarilhos ainda usarão o espaço atrás da loja para os atos realizados até então, dentro da loja. Mas, para o assessor, estas pessoas que utilizam o local para consumo e venda de drogas e prostituição, estão na margem da sociedade e representam um problema social amplo, quenão será resolvido com ações dos proprietá rios dos postos abandonados. Edição trouxe os problemas causados pelo posto de combustível ARQUIVO/GP situações em que elas podem se sentir tentadas a usar o crack. Já nos casos mais graves, o ideal é que sejam encaminhados para centros terapêuticos por um período de seis meses a um ano, no qual passam por reabilitação e aprendem a reintegrar-se à sociedade, livres de drogas.Em Cascavel, assim como em várias outras cidades, os interessados tam bém podem contar com o apoio do N.A. (Narcóticos Anônimos), o telefone para informações na região é o (0xx45) 9932-2324. Vidas destruídas"Perdi minha neta para o crack, é uma dor que não tem tamanho, ten tamos de tudo, mas não teve jeito". Este é o relato de uma avó, que já haviaperdido o filho para a criminalidade e cuja neta de 18 anos morreu em de corrência do uso excessivo de drogas, principalmente o crack. Maria Augusta conta que F. era uma criança normal, teve uma infância cercada de cuidados, mas que conheceu as drogas com o primeiro namorado. "Era uma judiação ver ela naquela situação, quando estava usando a droga, ela se tornou uma morta viva". A avó relata que o namorado da neta acabou sendo preso em uma cidade da região Sul do Estado e em uma das viagens que F. fez para visita-lo, não mais voltou com vida. "O que sabemos é que ela passou mal no caminho e acabaram levando ela pra um hospital, mas ela morreu. Até hoje acho que ela tinha usado crack demais naquele dia".Já a história de H.L., de 24 anos, com o crack não difere de muitos ou tros, a sorte dele no entanto, é que com esforço da família e muita força de vontade, acabou conseguindo se tratar e superar o vício. Apesar disso, as seqüelas o acompanham. Para os familiares, a dor e a tristeza de ver uma pessoa tão jovem e com tantos problemas decorrentes do tempo de vício, é enorme.Conforme a irmã ­ que não quer ser identificada ­ H. sempre foi um me nino quieto, fechado, mas na adolescência isso mudou. "Ele fez amigos, mas entre os bons tinha também os problemáticos, os viciados", conta. "Quando percebemos ele já estava perdido", acrescenta. Segundo ela, o começo foi com maconha e depois veio o crack. Elaainda conta que foram muitas internações, tratamentos demorados e can sativos, até que o irmão após quase morrer em decorrência do uso do crack, aceitou `querer se tratar'. "Antes tínhamos que forçar, mas daquela vez ele aceitou". Ela destaca que o tratamento foi longo, sendo que o irmão passou um tempo internado em uma instituição e que apesar do tratamento e de estarhá dois anos longe das drogas, H. carrega as seqüelas dos abusos. "Ele pre cisa de acompanhamento até hoje e tem uns lapsos de memória, vê coisas e pessoas que não existem", relata. "É muito difícil ter que lidar com uma pessoa nessa situação".