E-mail: diaadia@gazetadoparana.com.br Telefone: (45) 3218-2539 DIA A DIA 3 GAZETA DO PARANÁ - Sexta-feira, 10/10/2008 - Paraná Em decisão da assembléia, ontem, bancários não vão reabastecer caixas eletrônicos POLIANA HAUPENTHAL COLABORAÇÃO ­ CASCAVELDepois de uma assembléia geral realizada ontem (9) pela manhã os bancá rios decidiram dar continuidade à greve que teve início na quarta-feira (8). Emrelação aos caixas eletrônicos a maio ria optou que os caixas serão liberados apenas para saque. "Teremos uma nova assembléia amanhã [hoje] às 8 horas em frente a Catedral para deferir se a greve continua e nessas mesmas condições, ou seja, se os caixas permanecem liberadosapenas para saque", enfatiza o presi dente do Sindicato e da Federação dos Bancários, Gladir Basso. De acordo com funcionários que estiveram na assembléia a orientação é que os caixas eletrônicos não sejam abastecidos. "O que chegou até nos é para não abastecer, não até a segunda ordem", destaca. Basso informou que até o momento não houve pronunciamento dos bancos em relação à greve nem tão pouco umanegociação. Na última proposta os ban cos ofereceram reajuste salarial de 7,5%, índice considerado baixo pela categoria, que esperava para a data base 2008/2009, acréscimo de 16% no salário, justificado pela variação do Produto Interno Bruto (PIB) e do índice Nacional de Preços aoConsumidor (INPC) divulgada pelo Insti tuto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já com relação ao piso salarial da categoria, os trabalhadores irão pedir R$ 2.100,00 com base no salário mínimodeterminado pelo Departamento Intersin dical de estatísticas e estudos econômicos (Dieese). Atualmente o piso da categoria é R$ 921,49 para 6 horas de trabalho. ProblemaAlmir é de Curitiba, chegou a Cas cavel na terça-feira a trabalho e diz não estar conseguindo sacar dinheiro da sua conta. "Estou viajando a trabalho nemsabia o que estava acontecendo e quan do fui fazer o saque da minha conta no HSBC não consegui. No caixa apareceuma mensagem dizendo ponto de aten dimento não autorizado", relata. Almir destacou que vai continuar tentando sacar o dinheiro em outros caixas eletrônicos, pois, precisa pagar opedágio. "Preciso voltar para casa, abas teci o carro com cartão de débito, mas o pedágio é só com dinheiro". Prejuízos No meio da briga entre bancos ebancários, o maior prejudicado é a população. Os usuários dos serviços ban cários, por enquanto terão mantidos o funcionamento dos caixas eletrônicos, mas esta decisão será confirmada hoje naassembléia. "A assembléia decidira ama nhã (hoje) se continuará abastecendo os caixas automáticos", relata o sindicalista que ressalta o direito os clientes pagarem as contas que venceram desde ontem somente no dia em que retornarem ao trabalho, sem prejuízo. "Vamos resolver os detalhes para que a greve não traga problemas maiores e para conduzir o processo", revela. Basso ressalta que por enquanto, o que está funcionando são os cartões de crédito e débito e os caixas eletrônicos,para saque, extratos, saldos e paga mentos de contas. "Menos o depósito, porque não tem ninguém depois para processar", completa.Sem depósito, e se os bancários resolverem não abastecer os caixas eletrôni cos, a situação será complicada para os clientes, que mesmo com a possibilidade de pagar as contas nas lotéricas, poderá ficar sem dinheiro, pela falta nos caixas. "Os problemas realmente irão surgir se agreve se estender, mas a greve é um re curso, a última estância para tentarmos uma melhor negociação", alega Bassoao assegurar que mesmo com proble mas para a população, ela irá apoiar a categoria, que luta por melhorias para os profissionais e clientes. "Infelizmente não há outra alternativa, se os bancos apresentassem uma proposta melhor não precisaríamos entrar em greve", completa. O apoio da população, segundo o presidente do sindicato deve ser pelas reivindicações da categoria. "Estamosdiscutindo não somente interesses ca tegoria, mas também mais contratações, que irão melhorar o atendimento. A população sabe que os bancos ganham muito dinheiro e não respeitam nem o bancário e nem a própria população, pois somos as vítimas da ganância dosistema financeiro", desabafa o sindi calista. Lotéricas Mesmo com a greve dos bancários, o proprietário de uma Casa Lotérica de Cascavel, Claudinei Gomes, acredita que o movimento na sua loja não terá muita alteração. "Ainda não mudou nada eacredito que não mudará, porque o clien te do banco é um e o da Casa Lotérica é outro", revela. Mas, alerta a populaçãoque pague suas contas em dias, pois em bora os bancos não estejam recebendo, a população possui alternativas como as lotéricas, supermercados, farmácias que recebem, e os juros e multas serão cobrados normalmente. GREVE EM CASCAVEL Caixas somente para saque Assembléia decide pela manutenção da greve em Cascavel GAZETA DO PARANÁ DA REDAÇÃO CURITIBAAté a tarde de ontem (9) o Sindicato dos Bancários con tabilizava um total de 155 agências bancárias e onze centros administrativos parados em função da greve da categoria na região de Curitiba. O reforço, segundo o comando de greve, veio principalmente da adesão dos funcionários de bancosprivados. De quarta para quinta-feira o número de estabele cimentos paralisados chegou a 155. O número de agências fechadas, segundo o sindicato, cresceu de 84 para 91 entre os bancos públicos (Caixa Econômica e Banco do Brasil). Dos bancos públicos na capital, apenas a agência BB - Estilo Curitiba, no bairro do Batel, estava aberta. O movimento paredista, no setor privado, que quarta-feira ainda estava fraco, recebeu ontem várias adesões e totalizou 64 agências paradas. Na quarta-feira não chegavam a dez estabelecimentos privados em greve. O forte da ação dossindicalistas, no setor privado, é fechar os centros administra tivos, onde funciona o "cérebro" das operações financeiras e administrativas da rede bancária. InteriorNo interior do Estado, de acordo com balanço dos sindi catos, 21 municípios haviam aderido à greve. O número de ontem é o dobro do que foi registrado na quarta-feira. Estão em greve os bancários de Apucarana, Arapoti, Cascavel, CampoMourão, Cornélio Procópio, Foz do Iguaçu, Goioerê, Itaipulân dia, Londrina, Maringá, Missal, Medianeira, Paranavaí, Ponta Grossa, Paranaguá, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Santa Terezinha do Iguaçu, São José das Palmeiras e Umuarama. "Porta do inferno" Os bancários realizaram uma assembléia na noite do dia 8 e protestaram contra a decisão da Justiça de impedir ações pró-greve utilizando material de campanha com o mote "Portado Inferno" nas fachadas das agências bancárias. O slogan in dicaria "as péssimas condições de atendimento e de trabalho nas unidades" da rede bancária. O sindicato também foi obrigado a retirar de sua página na Internet qualquer registro, foto ou notícia contendo o texto da frase proibida. A decisão da Justiça teria que ser cumprida até às 10h44 dessa quinta, sob pena de R$ 10 mil reais a cada nova inserção ou inserção mantida. , o Sindicato já retirou de seu site as informações sobre a "Porta do Inferno" ontem à tarde. Os protestos também foram pela estratégia "anti-sindical" do HSBC que não acatou ordem judicial e teria continuadoa convocar trabalhadores para entrar no expediente de madrugada. O Sindicato calcula que serão mantidos sem atendi mento os 11 Centros Administrativos da capital (4 do HSBC , 3 da Caixa, 4 do BB) e cerca de 75 agências, especialmente de bancos públicos. POLIANA HAUPENTHAL COLABORAÇÃO ­ CASCAVEL Todos os bancos permaneceram fechados durante à tarde de ontem menos o Itaú, o banco voltou a atender, às 13 horas, após ter sido concedidoum intérdito proibitório. O documen to, assinado pelo juiz Fabrício Mussi, prevê a saída dos bancários da entrada do banco, sob pena de multa diária de R$ 10.000.De acordo com o diretor de patri mônio do Sindicato dos Bancários de Cascavel hoje será realizada uma nova assembléia para verificar se o banco volta a atender ou não. "A princípio todos os bancos vão continuar com a paralisação. Amanhã cedo vamos nos reunir novamente em assembléia para deliberar sobre o que vai acontecer",destaca. Já os funcionários do Itaú in formaram que o banco volta a atender normalmente. ITAÚ Banco normaliza atendimento GREVE DOS BANCÁRIOS Aumenta adesão de bancos em Curitiba curso, a última estância para tentarmos uma melhor negociação", alega Bassoao assegurar que mesmo com proble mas para a população, ela irá apoiar a categoria, que luta por melhorias para os profissionais e clientes. "Infelizmente não há outra alternativa, se os bancos apresentassem uma proposta melhor não precisaríamos entrar em greve", completa. O apoio da população, segundo o presidente do sindicato deve ser pelas reivindicações da categoria. "Estamosdiscutindo não somente interesses ca tegoria, mas também mais contratações, que irão melhorar o atendimento. A população sabe que os bancos ganham muito dinheiro e não respeitam nem o bancário e nem a própria população, pois somos as vítimas da ganância dosistema financeiro", desabafa o sindi calista. Lotéricas Mesmo com a greve dos bancários, o proprietário de uma Casa Lotérica de Cascavel, Claudinei Gomes, acredita que o movimento na sua loja não terá muita alteração. "Ainda não mudou nada eacredito que não mudará, porque o clien te do banco é um e o da Casa Lotérica é outro", revela. Mas, alerta a populaçãoque pague suas contas em dias, pois em bora os bancos não estejam recebendo, a população possui alternativas como as lotéricas, supermercados, farmácias que recebem, e os juros e multas serão cobrados normalmente.