Stephanes: pleito da CNA discutido na próxima semana ABR Sexta-feira, 10/10/2008 - Paraná - GAZETA DO PARANÁ GERAL 8 E-mail: geral@gazetadoparana.com.br Telefone: (45) 3218-2520 DÍVIDA AGRÍCOLA CNA pede mais prazos Por conta da crise, representantes do agronegócio querem prorrogação das dívidas DA AGÊNCIA ESTADO BRASÍLIAA Confederação da Agri cultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou ontemaos Ministérios da Agricultu ra e da Fazenda pedido para a prorrogação do prazo de pagamento de R$ 5 bilhões em dívidas de investimento dos produtores rurais quevence na próxima terça-fei ra. Preocupado com a crise econômica mundial, o setor quer estender o prazo para 30 de maio de2009, explicou o superintendente técnico da CNA, Anaxi mandro Almeida. A dívida que vence na próxima semana faz parte do pacote de renegociação das dívidas do setor rural, que foiaprovado ainda no mês passado quando o governo san cionou a Lei 11.775. A Lei deu algum tipo de benefício para R$ 75 bilhões do total de R$ 87,5 bilhões em dívidas. Para a CNA, a nova prorrogação énecessária porque a crise re duziu a oferta de crédito para os produtores às vésperas do período de incremento do plantio da nova safra. Recursos para safra O argumento da CNA éque, se houver nova prorroga ção, medida que depende dedecisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), esse di nheiro poderá ser investido pelos agricultores no plantio. "É preciso garantir recursospara que a safra seja planta da", disse Almeida.Outro pedido é para re classificação dos riscos dos produtores nas operações decrédito rural, regra estabele cida em 1999. Por lei, quandoo produtor prorroga uma dívida, o risco do mutuário aumenta, o que dificulta a liberação de novos créditos. Cál culos da CNA indicam que cerca de 50% dos produtores prorrogaram suas dívidas e estão com dificuldade para obterem novos empréstimos. A expectativa da CNA éque a lista de pedidos seja in cluída na lista de medidas emergenciais que o governo prepara para apoiar o setor diante da crise financeira. Ministros O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse ontem que conversou na quarta-feira com o colega da Fazenda, Guido Mantega. Na conversa, Mantega disse que estaria de volta à Brasília naquarta-feira da próxima se mana e que, então, os dois se reuniriam para tratar dessas medidas. COPA DE 2014 Reunião define metas e ações CURITIBAO vice-governador Orlan do Pessuti coordenou ontem, em seu gabinete, no Palácio das Araucárias, reunião quetratou da candidatura de Cu ritiba como uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol de 2014, no Brasil. essuti dirigiu o encontro, na condição de presidente daComissão Gestora responsável por todas as ações volta das à indicação de Curitiba como uma das sedes da Copa e que representa a soma de esforços entre o Governo doEstado e o a Prefeitura de Curitiba, "na busca de um obje tivo de alta relevância para o povo paranaense". AçõesO vice-governador adian tou que já foram tomadas medidas preliminares para que Curitiba venha a ser uma das sedes da Copa e revelou que, na próxima semana, será realizado um encontro comempresas de consultoria, na cionais e internacionais, paraque uma delas venha a auxi liar o grupo de trabalho, com vistas a complementar todasas informações que são exigi das pelas normas da FIFA."Nessa linha, no dia 17, a par tir das 10 horas, teremos uma reunião com a ABDIB, para unificar as ações necessárias a garantir a vinda da Copa doMundo para Curitiba", confir mou. Por último, Pessuti fezquestão de frisar que, na condição de presidente da comis são que "tenho a mais plena convicção de que traremos aCopa do Mundo para o Para ná". União de esforçosAo comentar sobre a importância da reunião, o pre feito em exercício, Luciano Ducci, ressaltou que a uniãodos governos estadual e municipal, com o apoio da iniciativa privada, significa "a efe tiva possibilidade de que a Copa do Mundo venha a ocorrer no Paraná, uma vezque Curitiba dispõe de exce lente infra-estrutura, capazde fazer frente à demanda es timada para a ocasião". "Caderno" O secretário estadual deTurismo, Celso Caron, adian tou que o Paraná já atendeu a todas as convocações por parte da CBF e da FIFA, coma entrega do Caderno de En cargos e da participação emduas reuniões no Rio de Janeiro, convocadas pela pró pria Confederação Brasileira de Futebol. Participaram da reuniãode ontem o prefeito em exer cício de Curitiba, Luciano Ducci, do presidente do IPPUC, Augusto Canto Neto, do secretário de Governo deCuritiba, Rui Hara, do secre tário municipal de Turismo Municipal, Luiz de Carvalho, da diretora de informação da prefeitura, Suzana Andrade, do secretário-chefe da CasaCivil, Rafael Iatauro, e do secretário de Turismo do Para ná, Celso Caron. 7 MILHÕES DE HECTARES Área para cana-de-açúcar será ampliada DA AGÊNCIA BRASIL BRASÍLIAO ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse on tem que a área autorizadapara plantio de cana-de-açúcar será ampliada em 7 mi lhões de hectares. Para isso,os plantadores receberão incentivos. Entretanto, a fiscalização também será aumen tada. Segundo ele, haverá parceria entre estados e aUnião, além do maior moni toramento por satélite. "Estamos intensificando a fiscalização dos parquesnacionais para combate à ir responsabilidade ambiental", disse em audiência públicano Senado. "O Brasil é o úni co país do mundo que tem terra suficiente que permite expansão", completou.A idéia, segundo o minis tro, é garantir o aumento daprodução de etanol sem prejudicar a produção de alimentos. "Sem quebrar a pro dução de alimentos, que foi o que aconteceu com o milho americano e sem provocar acarestia alimentar", comen tou. "Queremos fazer isso com toda a segurança, com toda a parte técnica, e não apenas com invasão de área protegida." Em entrevista no Rio de Janeiro em 25 de agosto, Mincnegou que o governo estivesse estudando alguma propos ta para permitir o avanço da cultura da cana-de-açúcar no pantanal mato-grossense, aocontestar informações veicu ladas pela imprensa sobre a exploração de canaviais e ainstalação de usinas no bio ma. Na ocasião, ele afirmou que não haverá "um pé decana no pantanal ou na Ama zônia". Zoneamento A Amazônia e o Pantanal Matogrossense estão fora dozoneamento ecológico e eco nômico para o plantio da cana-de-açúcar, de acordocom Carlos Minc, que infor mou que os estudos para a definição das áreas passíveisde plantio para posterior ex ploração de etanol estão em fase final de elaboração. A expectativa é de que, até o fim deste ano, o estudo seja concluído. "Não haverá novas usinas de cana na Amazônia nem no Pantanal", afirmou oministro após audiência pública da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Se nado Federal. Minc acrescentou que a preocupação do governo estána ampliação da área destina da ao plantio de alimentos,assunto que está sob discus são, neste momento, pelos técnicos do Executivo. "Nãobasta não afetar áreas ambi entais, nós queremos evitar que o aumento do etanol e dobiocombustível causem ca restia alimentar". Reunião foi realizada ontem no gabinete do vice-governador DIVULGAÇÃO