PMDB ameaça novo racha ELEIÇÕES 2010 Um grupo defende a candidatura com Pessuti, outra ala avalia aliança com outros partidos POLÍTICA Sexta-feira, 10/10/2008 - Paraná - GAZETA DO PARANÁ 4 E-mail: politica@gazetadoparana.com.br Telefone: (45) 3218-2534 AMIRA MASSABKI DA REDAÇÃO - CURITIBAA sucessão do governa dor Roberto Requião, em2010, já começa dar os primeiros sinais de que seu partido, o PMDB, pode nova mente sair rachado, comoocorreu nas eleições munici pais de Curitiba no últimodomingo. Enquanto um grupo está defendendo a candidatura própria com o vice governador Orlando Pessuti,uma outra ala já avalia alian ça com outros partidos, até mesmo com o PSDB de BetoRicha e Valdir Rossoni, adver sários políticos de Requião. Sem unidade desde que acandidatura do ex-reitor Car los Moreira à prefeitura dacapital foi imposta pelo pró prio governador, os mais prudentes avaliam que oPMDB precisa unificar o dis curso para chegar em 2010 com um candidato próprio. "A decisão deve ser tomada pelas bases e não impostapela cúpula", disse o deputado Mauro Moraes. "Sem ou vir as bases, é evidente que a candidatura está fadada ao fracasso", completou ele, um dos principais críticos da candidatura de Moreira. A bancada peemedebista na Assembléia Legislativa ainda não marcou a data da reunião em que o tema serádebatido. O nome do vice governador inevitavelmenteserá colocado na pauta. "Vamos ouvir os prós e os con tras", disse.Mauro, que declarada mente apoiou a reeleição do prefeito Beto Richa (PSDB), aposta em desdobramentos inusitados até as eleições de 2010. Na sua avaliação, nem mesmo uma aliança com o tucano está descartada. "Beto Richa nunca fechou as portas para Requião", disse. Outra surpresa seria uma composição com o senadorAlvaro Dias, que poderia tro car o PSDB pelo PMDB. Candidatura própria Opinião diferente tem odeputado Nereu Moura a res peito do futuro do PMDB."Um partido com nossa mi litância jamais seria vice doPSDB", declarou, desmentin PONTA GROSSA Radialista desafia ex-prefeito tucano EVANDRO FADEL DA AE CURITIBA Com um discurso em queprega a mudança, o candida to da coligação Nós Podemos Mudar (PPS/PP) à prefeitura de Ponta Grossa, a cerca de 120 quilômetros de Curitiba,Sandro Alex, de 36 anos, enfrenta o atual prefeito da cidade, Pedro Wosgrau, da coligação Trabalhando e Cons truindo Juntos (PSDB/DEM/ PTN/PSL/PSC/PSDC/PRTB/ PTC/PT do B/PR/PRB), que tenta o terceiro mandato. A expectativa é que os debates sejam mais acalorados que no primeiro turno, quando seiscandidatos estavam na dis puta. A surpresa no segundoturno é a presença do radia lista Sandro Alex, que pela primeira vez aventurou-se na política. Durante a campanha e até a metade da apuraçãodas urnas, ele aparecia na ter ceira posição, tendo à frenteo deputado estadual e ex-prefeito Jocelito Canto (PTB). Somente na contagem das últi mas urnas, Alex abriu umadianteira e venceu com a diferença de 598 votos, rece bendo 28% dos votos válidos. Wosgrau foi o primeiro com 39%.Ele disse que não tem feito muitas promessas, embora reconheça que a necessidade de pavimentação na cida de e de mais investimento em educação e saúde, além devalorização do servidor. "Es tou focado mais na periferiae é onde vou conseguir a vi tória", afirmou. Segundo ele,nos últimos anos, a adminis tração da cidade ficou nas mãos de um mesmo grupo."Mas eu acredito que pode mos mudar e acho que talvez isso me levou para o segundoturno", acentuou. Ele decla rou que analisa com "muita cautela" os apoios, visto quepretende cortar os cargos po líticos na prefeitura. "O apoio é importante, mas não pode haver comprometimento com cargos", afirmou. O experiente prefeito de61 anos já conta para o horá rio eleitoral gratuito com uma gravação do prefeito reeleito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), e pode tê-lo em suascaminhadas pela cidade durante a campanha de segun do turno. "É meu amigo e é do meu partido", acentuou. Eledisse que sentiu um "cresci mento considerável" durante o primeiro turno, por isso acredita que pode conseguir ainda mais agora. "Vou mostrar o que fiz e apresentar o que será feito", prometeu. Entre as propostasa construção de uma mater nidade e de uma clínica paraidosos e obesos, além da marcação antecipada de consul tas nas unidades de saúde. Naeducação, ele promete inves tir em creches e continuarcom a distribuição de material escolar. Também tem plano de pavimentar 250 quilômetros de ruas, praticamen te a metade do que precisa ser feito. Wosgrau disse entender o discurso de mudança de seuadversário. "Sempre a oposição tem isso, é o mesmo chavão, mas quem está quer fi car", ponderou. O prefeitoprevê uma "boa disputa" neste segundo turno. Os coorde nadores da campanha têm conversado com os partidos que ficaram fora da disputa. "Vemos com bons olhos os apoios que conseguirmos", ressaltou Wosgrau. Nereu Moura: " PMDB jamais seria vice do PSDB" DIVULGAÇÃO Sandro Alex DIVULGAÇÃOdo boatos de que o deputa do peemedebista Alexandre Curi estaria cotado como vice na chapa de Beto Richa. "Não podemos abrir mão dadisputa com candidato pró prio em uma eleição de doisturnos", comentou ele, acres centando que partido que não disputa com candidatopróprio uma eleição impor tante como a de 2010, perdea identidade. Por isso, defen de Nereu Moura, o partidodeve preparar novas lideranças para a disputa, sem con centrar as atenções em umaeventual candidatura de Re quião ao senado, também em 2010. Além disso, Moura quer uma "ampla reformulação"na Executiva Estadual do partido para eliminar o "apadri nhamento". Os membros, que possuem direito a voto em decisões importantes, como na escolha de candidaturas, estariam ligados a um único grupo, mantendo o poder de mando dentro da legenda no Paraná. A reformulação serásugerida na eleição para a escolha da nova direção estadu al, em 2009. CRISE/LULA Alvaro: `Medidas são novo Proer' AGÊNCIA SENADO BRASÍLIA Ao discursar hoje (9), osenador Alvaro Dias (PSDB PR) disse que, em meio "à pior crise mundial desde1929", o presidente Luiz Iná cio Lula da Silva está mais preocupado com a própria imagem do que com o país. O senador lembrou que o real já desvalorizou 35%."É como se o Brasil tives se encolhido US$ 309 bilhões desde agosto, se o PIB fosse calculado em dólar. Portanto, isso é muito sério. Não é uma brincadeira" - pontuou. O senador afirmou que as recentes medidas do governo federal para enfrentamento da crise financeira são um pacote econômico, embora o presidente tenha garantidoque em seu governo não ha veria pacotes desse tipo. Na opinião de Alvaro Dias, as providências do governo (principalmente a edição daMP 442/08) são um novo Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Finan ceiro Nacional - o "Proer do Lula". "O presidente Lula e o seupartido não foram os que fi zeram as críticas mais durasao Proer do governo Fernan do Henrique Cardoso? Nãoviajaram por todo país dizen do que o programa nada mais era do que pura mamata para banqueiros?", questionou o senador, lembrando que, à época, o PT ingressou comuma ação direta de inconsti tucionalidade contra o Proer no Supremo Tribunal Federal. Ajuda ao mensalãoAlvaro Dias também le vantou a hipótese de que a ajuda do governo a pequenos bancos possa ser aproveitada para "salvar os bancos queoperaram o mensalão". O se nador afirmou ainda que, apesar de o PSDB concordar com a urgência e importânciada MP 442/08, pretende apre sentar emendas à medida, para coibir possíveis excessos do Banco Central que o texto poderia proporcionar. BNDES O plenário do Senadoaprovou ontem (9) requerimento apresentado pelo sena dor Alvaro Dias (PSDB/PR), em 2005, solicitando ao TCU auditoria nos contratos feitos entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicoe Social (BNDES) e países es trangeiros. Alvaro Dias sempre criticou o excesso de aplicaçãodo BNDES em obras de infra estrutura, principalmente na Venezuela, Peru e Angola. Só para a construção do metrô deCaracas, foram disponibiliza dos U$ 78 milhões.Com a auditoria o objetivo é conhecer dados importantes dos contratos celebrados pelo BNDES com as na ções estrangeiras, tais como taxas de juros cobradas pelo banco e garantias exigidas. Alvaro Dias: "Não é uma brincadeira" ARQUIVO GP SUCESSÃO `Beto é a bola da vez', diz Canziani O resultado das urnas em Curitiba alavancou onome de Beto Richa ao go verno do Estado em 2010. "Ele é a bola da vez", diz opresidente do PTB do Pa raná, deputado federal Alex Canziani. Em 2006, o PTB apoiou as propostas de governo do candidato do PDT, senador Osmar Dias. "O Osmar é forte, sem dúvida, mas com a vitória que o Beto teve em Curitiba, para mim eleserá um candidato fortíssimo ao governo do Esta do", afirmou. Segundo ele, o prefeito curitibano tem vários trunfos a seu favor. Primeiro porque nasceuem Londrina, maior cida de do interior do Estado, é filho do ex-governador José Richa, figura mítica da política paranaense; e governa a maior cidade paranaense. SEM MÁGOAS Schiavinato recebe Welter no gabinete O prefeito de Toledo JoséCarlos Schiavinato, acom panhado do vice-prefeito, Lúcio de Marchi, recebeuem seu gabinete o deputa do estadual Elton Welter (PT ), que participou da campanha eleitoral comocandidato a prefeito de To ledo. Para mostrar que nãoficaram resquícios ou mágoas na campanha eleito ral, Schiavinato, reeleito para mais quatro anos de mandato, ofereceu um caféda manhã e posteriormente recebeu Welter e seus as sessores em seu gabinete. Em um clima amistoso, eles fizeram uma breve avaliação da campanhaeleitoral, a nova composição da Câmara de Verea dores e a eleição dos novosprefeitos na região. Schiavinato agradeceu a participação do deputado no pro cesso eleitoral, ressaltou que não restaram mágoase pediu a parceria do depu tado para auxiliar Toledo em questões de interesse doMunicípio junto ao gover no estadual e mesmo naesfera federal. Elton também se colocou à disposição do prefeito e do muni cípio de Toledo. DESCANSO Prefeito reeleito de Maringá é homenageadoO prefeito reeleito de Maringá Silvio Barros foi ho menageado na noite da quarta-feira, em Brasília, num jantar na residênciado deputado federal Ricar do Barros. O evento reuniu o presidente da Câmara,Arlindo Chinaglia, o mi nistro das Cidades, Marcio Fortes, o líder do governona Câmara, Henrique Fon tana, o líder do PartidoProgressista, Mario Negromonte, além de parlamen tares do PP e deputados dabancada do Paraná. Ontem (9), o deputado Ricar do Barros acompanhou oprefeito em diversas audi ências com Ministros.