Agências Brasília - O DEM protocolou nesta ontem, no Ministério Público Federal, uma representação contrao GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República. O partido pede que seja aber to um procedimento investigatório para apurar as condutas praticadas pelo ministro chefe do GSI, general Jorge Armando Félix, que, segundo a legenda, teria "queimado provas".Na última sexta-feira, o go verno informou, por meio de notado GSI, que não há imagens, registros de placas de carros nem de au toridades que estiveram no Palácio do Planalto nos últimos meses de2008, quando teria ocorrido o encontro entre a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a ex-secretá ria da Receita Federal, Lina Viera. Segundo relato da ex-secretária Lina Vieira, a ministra teria pedidona suposta reunião que ela "agilizasse" as investigações sobre o em presário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A ministra, por sua vez, nega o encontro e o pedido.O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), acusa o go verno de estar omitindo provas. "Éóbvio que ninguém pode acreditar que não havia registro da entra da da secretária. Isso é muito grave, a utilização por parte da Casa Civil do seu poder para colaborar comuma pessoa que está sendo investi gada pela Receita Federal", disse o deputado."É óbvio que as imagens existem, é óbvio que a ex-secretária esteve com a ministra Dilma e o gover no mais uma vez colabora com estemomento tão ruim da política nacional", disse. "No mínimo, em um siste ma obsoleto, fitas estariam guardadas em uma sala. Mas claro que temos a convicção de que não é assim, pois,se fosse, o ministro Jorge Félix já te ria chamado a imprensa no início da polêmica", acrescentou Maia. ``Queima de arquivo público" Segundo o ´parlamentar, casofique comprovado que houve "queima de arquivo público em benefí cio do próprio GSI ou do Planalto",que o chefe do GSI seja responsa bilizado pelos crimes de destruiçãode documento público e ainda sonegação ou inutilização de livro ofi cial ou qualquer documento. "Esperamos, com a isenção doMinistério Público, que ele possa fa zer uma investigação séria e rápida para mostrar se de fato houve ou não o encontro e se de fato a ministra Dilma usou do seu poder e de sua proximidade com o presidente Lulapara ajudar um político que tem for ça no parlamento e é um potencial aliado da candidatura da ministra Dilma", destacou o deputado. Ele acrescentou que o partidoaguarda resposta da Casa Civil so bre requerimento do líder do DEM na Câmara, deputado Ronaldo Caiado, requisitando "informações sobre a agenda oficial da ministra Dilma Rousseff e as gravações docircuito interno e externo do Palá cio do Planalto, que monitoram o acesso de veículos e pessoas". A2 26 de agosto de 2009 P olítica GIRO Aprovações Brasília - Os membros daComissão de Agricultura da Câmara Federal aprovaram reque rimento do deputado MoacirMicheletto (PMDB-PR) propondo audiência pública para dis cutir a rotulagem de produtostransgênicos, a atuação da CTNBio e a liberação de sementes geneticamente modificadas. Ou tro requerimento foi aprovadopela Comissão de Meio Ambien te para ouvir o presidente Funai,Marcio Meira, sobre a demarca ção da Terra Indígena Xetá, em São Jerônimo da Serra, noroestedo Paraná. Os dois requerimentos foram aprovados por unani midade. Agora ou nunca Curitiba - O senador Alvaro Dias tem dito aos mais próximos que vai brigar até o último round para ser indicado candidato aogoverno pelo PSDB. Está conven cido de que esta é a oportunidade derradeira para tentar voltar aocargo que ocupou em 1987. Al varo enfrenta disputa interna noPSDB contra a indicação do prefeito Beto Richa e um de seus argumentos é o de que seu adversá rio tem muito tempo pela frentee a ele não restará outra oportu nidade. Entrevista São Paulo - O prefeito Beto Richa foi a São Paulo para gravar entrevista na TV Record sobre a situação das cidades brasileiras,as necessidades e as formas de su perar os apertos provocados pela crise. Mais candidato à Prefeiturade Curitiba do que nunca, há previsões de um encontro com o go vernador José Serra e outro com Fernando Henrique Cardoso. Fora Curitiba - Euclides Scalco afirmou ontem à reportagem doDiário do Sudoeste estar definitivamente fora na política. "Co muniquei isso em fevereiro", destacou. Confirmou o convite recebido para presidir o PSDB no Paraná, mas que recusou. Scalcodisse que sua última atividade política no Estado foi quando assu miu a coordenação da campanha de Beto Richa à reeleição para a prefeitura curitibana. E que agora quer simplesmente cuidar da sua vida particular. O deputado Rodrigo Maia acusa o governo de estar omitindo provas DEM pede ao MPF que investigue GSI AgênciasBrasília - A oposição na Câmara dos Deputados anunciou on tem que irá obstruir as votações na Casa contra o projeto que cria a CSS (Contribuição Social para aSaúde), tributo nos mesmos mol des da extinta CPMF. Ronaldo Caiado, líder do DEM, comunicouontem à tarde ao presidente da Câmara a intenção da oposição de pa ralisar as votações contra a criação do novo tributo. Ele disse contar com o apoio de PSDB e PPS. A intenção do governo é que osrecursos da CSS sejam aplicados integralmente na saúde. A alíquota seria de 0,1% sobre todas as movimen tações financeiras. A arrecadação anual estimada é de R$ 12 bi. Se foraprovada pela Câmara, com a der rubada de destaque que inviabiliza acobrança, a CSS também terá de passar pelo Senado, onde o governo en contrará mais dificuldades. A CSS ganhou novo fôlego nesta semana, quando voltou a serdefendida pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Ele afir mou ter convencido a bancada doPMDB na Câmara a votár a regula mentação até o início de setembro. A principal diferença entre osdois tributos é a alíquota: enquan to a CPMF era de 0,38%, a CSS deve cobrar 0,1% sobre movimentaçõesfinanceiras. Estariam isentos apo sentados e pensionistas, além dos trabalhadores formais que recebam até R$ 3.038,99. Quem ganha acima deste valor e tem carteira assinada também será isento até esse limite, pagando apenas sobre o restante. Oposição anuncia que vai obstruir a CSS Agência Estado Brasília - Senadores do DEM e do PSDB anunciaram ontem a saída dos membros de suaslegendas do Conselho de Ética do Senado. A ati tude é uma resposta ao arquivamento de 11 ações que tramitavam no colegiado contra o presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP).Como saída ao tratamento "parcial" do colegiado, senadores do DEM sugerem que sejam al teradas as regras para integrar o conselho. "Como saída, temos a proposta de cada partido indicar um membro para compor o conselho, sendo essemembro o líder da legenda que foi eleito por todos da bancada, ou alguém indicado por ele, desde que ele seja o titular do mandato e não res ponda a nenhum processo", explicou o líder do partido José Agripino Maia (RN).A proposta será apresentada pelo senador ACM Junior (DEM-BA) na CCJ (Comis são de Constituição e Justiça) como uma formade substituir um projeto do senador Tião Via na (PT-AC) que também tramita na CCJ e que pede o fim do conselho. Desde que assumiu o comando do Senado,Sarney é acusado de cometer uma série de irre gularidades, como responsabilidade na ediçãode atos secretos e desvio de recursos de patro cínio feito pela Petrobras à fundação que leva seu nome. DEM e PSDB anunciam saída do Conselho de Ética