Daiana Pasquim Pato Branco A curva epidemiológica dos casos suspeitos de Influenza A em PatoBranco está em queda. É o que revelam gráficos da 7ª Regional de Saúde de Pato Branco, que tem como fonte o Censo Diário Hos pitalar/ Sinan/Datasus, no período de 17 dejulho a 22 de agosto de 2009. Nesse momen to, a curva epidemiológica está com 20% do que chegou ao topo, mas a circulação não foi uniforme na região. Em municípios como Coronel Vivida, Itapejara do Oeste, Saudade e Sulina, o vírus deve chegar na sequência. O risco, segundo o diretor da 7ª Regional deSaúde, Valmir Dallacosta, é que o vírus ocor rendo lá, retorne para os municípios onde a primeira onda já ocorreu."Não diria que o problema está resolvido, pois estamos falando de vírus e de circulação de vírus. Às vezes, quando nós ima ginamos que está diminuindo volta umaascensão novamente, até porque não circu lou regularmente". Dallacosta conta que háa circulação do vírus em Pato Branco, sentido Palmas e Mangueirinha, mas deve che gar com maior proporção ainda em outrosmunicípios. "Ele pode não circular na mes ma proporção, como pode circular e estar resolvido, como pode circular e voltar para cá também", admitiu.Até o final da tarde de ontem nos 15 municípios da microrregião de Pato Branco, fo ram realizadas 52 coletas de exames paraatestar a presença de H1N1 e desses, 19 retornaram positivos e 14 negativos. Dos posi tivos, estão confirmados seis óbitos, de novesuspeitos. No período, foram feitos 150 in ternamentos por problemas respiratóriosem Pato Branco, sendo desses, 122 de mo radores do município. Os outros pacientes vieram de locais vizinhos e internaram, namaioria dos casos, em UTI (Unidade de Tra tamento Intensivo). Para cada 1.000 criançasda região de zero a cinco anos, 26 foram no tificadas por gripe e 6,5 foram internadas. "Fechamos os dados epidemiológicos da semana 34, que fechou no sábado, na noitedeste domingo por volta de 22h30, 23h foram fechados esses dados do sábado, o le vantamento tanto de notificações de doençasrespiratórias como de internações hospitala res, o que nos permite dar a boa notícia deque estamos tendo uma redução significati va de doenças respiratórias na nossa região". As notificações já caíram para menosda metade. O número de internações, en tretanto, não caiu na mesma proporção."Até porque ainda nós estamos vivendo al gumas complicações causadas pelo estrago do vírus das semanas anteriores", explicou. Diariamente acontece a média de dez altase algumas internações, sendo que o número de pacientes em leito de UTI fica em tor no de nove.Na manhã de domingo o Comitê Regional de Enfrentamento à Influenza A se reu niu e reforçaram a importância das decisões respaldadas pelas autoridades sanitárias."Fica muito claro, por exemplo, a importância da tomada de decisão de Mangueirinha que, na última sexta-feira, tomou a de cisão de manter a suspensão de suas aulas naquestão municipal, até porque é um município que naquele momento os dados indica vam um grande número de notificações". A19 25 de agosto de 2009 s aúdE Curva epidemiológica de Pato Branco está decaindo Mangueirinha e PB têm maior nº de notificaçõesPato Branco - A Divisão de Aten ção à Saúde da 7ª Regional de Saúde de Pato Branco forneceu 11 gráficos para ilustrar a situação atual da pandemiana região. Também forneceu por escrito a análise de todos eles. Os indicadores de Notificação e Internamen tos com base a cada 1.000 habitantes por município de residência, mostra que as notificações foram maiores nos Municípios de Mangueirinha e PatoBranco no período em que se trabalhou os dados semanas epidemiológicas de 28 a 33, sendo que os interna mentos foram iguais ou menores queas notificações da infecções respirató rias agudas.O maior número de internamentos por local de residência no período de 17/07 a 22/08, entre as se manas epidemiológicas 28 a 33, os municípios em destaque são: 1ºPato Branco, 2ºClevelândia, 3ºPalmas,4ºMangueirinha, seguido por Cel Vivida e São João, aparecendo alguns outros Municípios que pertencem a juris dição de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e outras Regionais do Estado.Estes dados foram retirados dos inter namentos notificados através do censo hospitalar, confrontados com as fichasepidemiológicas preenchidas na abran gência da Regional. O material também traz que osinternamentos por local de residên cia ocorrem em primeiro lugar emPato Branco, seguido por Clevelândia , Palmas, Mangueirinha, Cel Vivi da e Chopinzinho, ficando claro que os Municípios que mais internaram possivelmente mais se preocuparam em atender as infecções respiratórias Agudas. Um gráfico mostra que através docoeficiente de incidência de interna mentos e das notificações ocorridas por faixa etária por residência do paciente, em destaque está as notificações para a idade maior de um ano, seguido pelasidades de um a quatro anos, caindo sig nificativamente a partir de cinco a noveanos, ficando também maior incidência de internamentos. Caindo pratica mente a zero nas idades subseqüentes.Ainda em relação a incidências das no tificações a partir da idade de dez anos tendo uma redução mais acentuada 39 à 69 anos. Sendo que acima de 69 anos a incidência volta a aumentar para 10 a cada 1.000 habitantes.O número absoluto das internações ocorre nas semanas epidemioló gicas 28 a 33 que vai de 12/07 à 22/08.Fica evidente que da semana epidemio lógica 30 há um aumento significativo na semana epidemiológica 31 (22/08 a 08/08) onde ocorre o pico máximo em 08/08, sendo seguido posteriormente por uma pequena queda até a semanaepidemiológica 32, tendo continuida de a queda dos números até a semana epidemiológica 33. Fica evidente que nas semana epidemiológica 31 (02/08 à09/08) houve um maior número de ca sos notificados neste período, expresso através do preenchimento das fichas de Notificação Epidemiológicas dos casos internados. Semanas epidemiológicas de 28 a 33 reflete que houve menor número de internamentos do que casos notificados, com destaque para a semana epidemiológica 31 (02/08 á 08/08), caindo acentuadamente da semana 33 (16/08 à 22/08). (DP)