A18 Mundo Sábado e domingo, 22 e 23 de agosto de 2009 CONCURSOS PÚBLICOS RETAS FINAIS Coordenação Geral e Pedagógica: Luiz Flávio Gomes CONCURSOS PARA CARREIRAS DA POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL Curso Intensivão início: 24.08.09 / Término: 11.10.09 Disciplinas Especi cas início: 28.08.09 / Término: 11.10.09 + de 170 mil alunos aprovados 750 VAGAS LFG EM GUARAPUAVA Rua Saldanha Marinho, 1665 - Centro Fone: (42) 3035.5300 e 3622.7514 www.lfg.com.br - Maior rede ensino telepresencial do Brasil Remuneração: R$ 5.620,12 Hamid Karzai e rival declaram-se vitoriosos nas eleições do Afeganistão Agência Estado Ochefe da campanha de Hamid Kar zai e o principalcandidato da oposição de clararam ontem vitória na eleição presidencial noAfeganistão, e ambos afirmam que os primeiros re sultados indicam que não haverá necessidade deum segundo turno. Por enquanto, a Comissão Eleito ral se limita apenas a cifrara participação do eleitora do, entre 45% e 50%."Os primeiros resul tados mostram que o presidente conseguiu a maioria", afirmou DeenMohammad, acrescentando que não haverá necessi dade de um segundo turno,mas que a responsabilidade pelo anúncio dos resultados oficiais é da Co missão Eleitoral. Abdullah Abdullah, ex-ministro deRelações Exteriores de Kar zai, rechaçou a declaração de vitória dos governistase afirmou que os resulta dos preliminares mostram que ele ganhará ainda no primeiro turno. "Estamosna frente. Os resultados iniciais das províncias mos tram que tenho mais de 50% dos votos", afirmou.Karzai tenta conquis tar a reeleição nesta que é apenas a segunda eleição direta para a presidência do Afeganistão. O pleito éconsiderado um teste cru cial para o regime instalado depois que o Taleban saiu do poder, no final de 2001. A equipe de campanhade Karzai baseia seus da dos nas informações decerca de 29 mil observa dores que acompanharam Funcionários da Comissão eleitoral trabalham na apuração dos votoso pleito nos colégios eleitorais de todo o país. "Es tamos na melhor situação. Abdullah, por enquanto,tem 62% dos votos, enquanto (o atual presiden te, Hamid) Karzai, apenas 32%", disse o porta-voz da campanha opositora, Fazel Sancharaki. A lenta apuração dosvotos começou ainda na última quinta-feira, após o fe chamento das urnas, masa Comissão Eleitoral espera resultados apenas a partir de 3 de setembro. Pes quisas antes das eleiçõesapontavam Karzai na frente, mas previam um segun do turno com o candidato Abdullah Abdullah.O organismo responsável pelas eleições se mos trou crítico às declarações de vitória dos candidatos. "Nem confirmamos nemaceitamos essas reivindicações. Começaremos a in formar sobre a apuração a partir do dia 25 deste mês.Portanto, nenhum candidato pode se atribuir a vi tória", disse o porta-voz daComissão Eleitoral. Ele as segurou que a participação nas eleições presidenciais da última quinta-feira foientre 45% e 50% dos elei tores, faltando apurar votos em quatro províncias. O Taleban não foi capazde realizar grandes atentados na eleição para pre sidente e para conselhosprovinciais, conforme tinha prometido. Mas sua intimidação parece ter fun cionado. Depois de uma campanha cujos comíciose debates na TV provoca ram grande entusiasmo,o comparecimento foi visivelmente baixo em mui tas seções eleitorais. A CEI(Comissão Eleitoral Independente) só divulga rá dentro de três a quatrodias o índice de compare cimento; e de dois a três dias, a primeira contagem parcial de votos.Um baixo compareci mento pode prejudicar o presidente Hamid Karzai,candidato à reeleição, por que uma de suas bases eleitorais é a população de maioria pashtun do Sul dopaís, onde o Taleban exer ce maior influência. Alémdisso, uma eventual abs tenção alta pode colocar em dúvida a legitimidade da eleição. A eleição foi marcadapor um extraordinário es quema de segurança. Em Cabul, cidade de 4 milhões de habitantes, havia cercade 40 bloqueios do Exérci to e da polícia. Apenas 49% dos americanos confiam nas decisões de Obama Agência Estado Mais preocupados com o futuro das reformas nosistema de saúde e descontentes com o crescente dé ficit orçamentário federal,a confiança dos america nos no presidente BarackObama está diminuindo, segundo revela uma nova pes quisa Washington Post/ABC News divulgada na última sexta-feira. De acordo coma sondagem, menos da me tade dos americanos (49%)acredita que o presidente tomará as melhores decisões para os Estados Uni dos. O número está bem abaixo dos 60% que tinham a mesma opinião quando Obama completou 100 dias de governo. Realizada entre os dias13 e 17 deste mês, a pesquisa aponta queda na aprova ção de Obama desde abril com 57% de aprovação, 12 pontos porcentuais abaixo do levantamento feito em abril. Já o nível de rejeiçãochegou a 40% o maior des de o início do mandato. Como dado positivo,houve um aumento no otimismo: 50% dos entrevistados acreditam que a re cessão acabará em dozemeses. Em fevereiro, ape nas 28% acreditavam quea recessão seria curta. Cinquenta e três por cento disseram reprovar a for ma como Obama lida como déficit orçamentário enquanto o apoio a sua refor ma no sistema de saúdecontinua a se deteriorar. An tes de Obama tomar posse,69% dos americanos acredi tavam que ele iria melhorar o sistema de saúde. Agora, 49% têm essa opinião. criticado por fériaS Seu plano de reformada saúde está cambalean do, a economia ainda vive uma crise, e a violênciacresce no Iraque e Afeganistão. Quem não iria querer uma pausa? O presiden te dos EUA, Barack Obama, está oficialmente saindo de férias na semana que vem,mas leva consigo uma longa lista de tarefas que difi cilmente lhe deixará relaxare se desligar do mundo du rante a estadia no balneário de Martha's Vineyard.Analistas dizem que ninguém é melhor do que Obama para "vender" a refor ma da saúde, o pacote deestímulo econômico e ou tros itens que dependem de aprovação legislativa, e quesua ausência poderia ser pre judicial. Mas eles lembramque a ausência será de ape nas uma semana, e que ele não se desligará totalmentedessas questões, devendo inclusive se pronunciar publi camente a respeito delas.Alguns críticos, no en tanto, questionam se eledeveria mesmo sair de fé rias, especialmente dianteda persistência dos problemas econômicos e da vee mência da oposição ao seu plano de US$ 1 trilhão para asaúde pública. Outros o re criminam por escolher um balneário de Massachusetts conhecido por atrair ricos e famosos."O povo norte-americano está olhando para o senhor, presidente. Eles se guem sua liderança", disse Robert Guttman, diretor doCentro de Políticas e Relações Exteriores da Univer sidade Johns Hopkins. "Por que não liderá-los para oslugares que mais preci sam da sua ajuda, em vezde uma ilha já financeira mente estável e prósperada Nova Inglaterra? O interior americano está chamando, senhor presiden te. O sr. não irá atender ao seu chamado?", escreveu ele no site Huffington Post, de esquerda. O governo afirma que Obama só está fazendo o que outros presidentes emuitos outros norte-americanos sempre fizeram: ti rando merecidas férias coma família em um local ade quado para isso. A Casa Branca salienta que Obamaestá pagando a conta - esti mada em pelo menos US$ 25 mil - pelo aluguel de umapropriedade rural de 11 hec tares, chamada Blue Heron, entre 23 e 30 deste mês.O porta-voz Robert Gibbs disse que, mesmo re laxando com a família, opresidente manterá seu ema confiança dos americanos no presidente barack obama está dimi nuindo penho em prol da reforma da saúde, grande prioridade doméstica do seu mandato."Obviamente, teremos algumas atualizações de agen da para vocês (jornalistas)ao longo da semana, a res peito de fatos que podem ou não serem agregados àquestão da saúde," disse Gibbs nesta semana. O pró prio Obama disse acreditar que a opinião pública não o recriminará por tirar fériascom as filhas apesar da cri se econômica. Historiadores dizem que todos os presidentes dos EUA querem deixar Washington nocaloroso mês de agosto, e afirmam que Obama está passan do menos tempo longe do quea maioria dos seus antecessores, que chegam a passar se manas afastados da CasaBranca durante o verão. A opi nião pública não costuma se queixar, desde que as férias não sejam longas demais enão coincidam com um de sastre natural - como ocorreu em 2005, quando o furacãoKatrina devastou Nova Orle ans enquanto George W. Bush continuava descansando em sua fazenda do Texas.