Deonir SpigossoSalto do Lontra Depois de praticamente quatro anos de impasse, os estudantes do curso normal superior no caso Vizi vali/Iesde finalmente podem comemorar adefinição para terem seus diplomas validados. As comissões de alunos lesados conse guiram que o governo do Estado aprovasse a criação de um curso de complementaçãoque será ofertado pelo IFPR (Instituto Federal do Paraná) em seus pólos de estudo à dis tância ofertado em 140 cidades no Estado. Os alunos terão que participar de pelo menos 200 horas aulas que serão ofertadas até o final do ano, sem custos adicionais, eque será aberto a outros interessados. A me dida vai beneficiar mais de 38 mil alunos que concluíram o curso e desembolsaram mais de R$ 3.000,00 cada um.Os alunos que optaram por complementação na UCB (Universidade Católica de Brasília) e na Ulbra (Universidade Lu terana do Brasil) por iniciativa própria nos últimos anos, desembolsando cerca de R$1.500,00 cada, também terão que fazer con validação no IFPR. Comemoração "Conseguimos finalmente a vitória!!!".Foi com essa saudação que a coordenadora da mobilização dos alunos lesados, Euni ce Alberton, de Salto do Lontra, atendeu a ligação na tarde de ontem. O entusiasmo de Eunice traduz em grande parte o alívio dos milhares de alunos que perderam empregoou estavam ameaçados por não ter o diplo ma de professor validado.Ela confessa que a proposta estava sen do debatida em segredo há algum tempo, apedido do próprio governo, para evitar especulações e influencia política. Porém, salien ta que a solução só veio a público agora por pressão dos alunos. A pretensão do governoera levar o caso para o próximo ano, embora tinham convencido o Ministro da Educa ção da saída.Sobre o curso de complementação, Eu nice relata que ainda está sendo definidocomo será feito, mas adianta que terá en tre 140 e 200 horas. "Não sabemos ao certoquando vai iniciar, mas agora não há problema em esperar um pouco mais, já que aguar damos tanto por essa decisão. O que importaé que conseguimos uma solução, e na próxima semana estaremos definindo os procedi mentos, como inscrição e aula. Os alunos daregião Sudoeste serão privilegiados por haver bom número de polos do IFPR", salientou, lembrando que nos próximos dias ha verá uma manifestação para comemorar a conquista. Governo A decisão também foi anunciada ontempelo governador Roberto Requião ressal tando que a proposta foi acompanhada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. O secretário-chefe de gabinete do governador e ex-reitor da UFPR (Universidade Federal do Paraná), Carlos Moreira, acrescentou quea solução se espelha no programa de ocupa ção de vagas ociosas (Provar), criado em sua gestão na UFPR, em 2003. "Essa experiência permitiu vislumbrar essa situação, pois essesprofessores fizeram o curso, merecem o diploma e a condição de estar atuando nas es colas", disse. "Eles vão validar o que fizeram na outra instituição e receber o diploma pelo IFPR", explicou. O reitor do IFPR, Alípio Santos LealNeto afirmou que o curso deverá estar à disposição da comunidade até 2010, e que "to dos os paranaenses poderão fazer o curso Normal superior, por meio de teste seletivo", contou. Os alunos lesados deverão procuraro instituto e solicitar a inscrição e aproveitamento dos conteúdos em momento oportu no que será divulgado no site da instituição www.ifpr.edu.br. Mais informações podem ser obtidas ainda no 3538-1134 ou enviando e-mail para apeml_@hotmail.com. Prefeituras A solução traz alívio também para os prefeitos, segundo informou o presidente daAMP (Associação dos Municípios do Paraná) e prefeito de Castro, Moacyr Elias Fa del Junior à Agência Estadual de Notícias.Segundo Moacyr, a entidade já havia pro curado solução junto ao governo federal,pois o impasse estava acarretando problemas às prefeituras devido ao fato do Tribunal de Contas não estar aceitando as con tas dos municípios, pela falta dos diplomasdestes professores que realizaram concur sos. "Em Castro, temos 89 professores comeste problema que ocorre em muitos muni cípios", contou. Só na região da Cantuquiriguaçu, queenvolve 20 municípios, são cerca de 600 pro fessores que não tiveram validados os seus diplomas. O prefeito de Laranjeiras do Sul,Eugênio Bittemcourt diz para a Agência Estado, que o Tribunal de Contas estava pedin do que esses professores fossem desligados das prefeituras ou retrocedessem de nível.Eugênio disse ainda que agora se faz ne cessário que seja feito um Termo de Ajuste de Conduta com as prefeituras, professores, Secretaria de Educação, Ministério Público e Tribunal de Contas para garantir que esses professores e as prefeituras sejam amparadas enquanto aguardam a complementação do curso e a regularização dos professores. Com relação a região Sudoeste, Eunicenão tem um número exato de alunos que es tão na pendência pelo diploma, mas estima que deve ultrapassar a 3.000. "Para se ter uma ideia, só em Francisco Beltrão são mais de 200". A14 27 de agosto de 2009 r eGional Alunos comemoram solução no caso Vizivali Diplomas serão validados pela IfPR após convalidação de disciplina ofertada em polos regionais A próxima mobilização dos alunos será para comemorar a conquista HISTóRICOO problema que envolve mais de 38 mil alunos no Paraná ocorreu porque nenhuma instituição de Ensino Superior queria validar o curso ofertado pelo Iesde e Vizivali. O curso não teria recebido a prorrogação do aval da Seed (Secretaria de Esta do da Educação). De 2005 para cá foram várias batalhas travadas entre estudantes,governo, Assembleia Legislativa, Iesde/Vizivali e Ministério da Educação. No entanto, o prejuízo dos alunos em torno de mais de R$ 170 milhões não foram ressarcidos até agora. Do volume total, 8% seria repassado a Vizivali, 2% para a Un dime (União dos Dirigentes Municipais de Educação no Paraná) e o restante teria ficado com o Iesde. Conseguimos finalmente a vitória!!! Eunice Alberton, coordenadora de mobilização dos alunos no caso Iesde/Vizivali