A11 27 de agosto de 2009 e conomia Mantega critica falsas ideias sobre a Receita Federal Agência BrasilBrasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira que é uma "balela" dizer que a Secre taria da Receita Federal não estaria fiscalizando os grandes contribuintes. "Isso é pura balela, é uma ideia que não tem a menor consistência. Há mais de dez anos existe um programa de fiscalização de grandes contribuintes que foi reforçado ao meu comando", disse ele a jornalistas. "É uma desculpa para encobrir ineficiência", acrescentou. Mantega disse ainda quepediu para que fosse reforçada a equipe que fiscaliza os ban cos do país que, segundo ele, estava "carente". Em carta enviada ao atual secretário do órgão, OtacílioCartaxo, Mantega pediu para que ele mantenha e aprofun de a política de fiscalização que vem sendo implantada com foco nos grandes contribuinte, além de preservar, também, a autonomia técnica do órgão e que "não tolere qualquer tipo de ingerência política".Quanto aos servidores que pediram exoneração, o ministro disse que os eles seriam logo substituídos, porque, se gundo ele, isso é "normal" quando há troca no comando. Na terça-feira, Cartaxo já havia anunciado alguns nomes de suaequipe e disse que considera um "erro" e aproveitou para cri ticar a politização do que ele considerou ser uma "questão rotineira" (substituição de cargos de confiança). O ministroda Fazenda adiantou ainda que, caso esses servidores que foram exonerados de seus cargos de confiança "vazem" informações consideradas "sigilosas", eles serão responsabiliza dos. "É um crime. Terá consequências severas", enfatizou. Mantega negou ainda que haja uma crise instalada na Receita Federal, órgão responsável por arrecadar tributos efiscalizar contribuintes. "Está tudo na normalidade. A Recei ta Federal está funcionando, sim. Está se criando uma ideia de que há confusão. Mas está funcionando na normalidade", confirmou o ministro. Inadimplência é a maior da série histórica do BC A única modalidade que aumentou para pessoas físicas foi o cheque especial, que era de 10,5% e passou para 11,3% Agência Brasil Brasília - A taxa total de inadimplência para o crédito com recursos livres chegou a 5,9% em julho, a maior desde o início da série do BC (Banco Central), emjunho de 2000. Essa alta foi puxada pela inadimplência das em presas, que chegou a 3,8% no mês passado, a maior taxa desde maiode 2001. No caso das pessoas físi cas, a inadimplência permaneceu em 8,6% em julho.O BC considera como inadim plência o percentual em atraso acima de 90 dias. A expectativa dochefe do Departamento Econômi co do BC, Altamir Lopes, é que ainadimplência para as pessoas ju rídicas (empresas) caia. Segundo ele, essa previsão se baseia no fatode os atrasos nos pagamentos inferiores a 90 dias terem ficado es táveis, acomodando-se. Em junho,esse percentual de atraso ficou es tável em 2,3%. Além disso, de acordo com Lopes, a inadimplência para as empresas está "muito localizada",em basicamente duas modalida des: desconto de duplicatas (quepassou de 7,7% para 8,5% de ju nho para julho) e conta-garantia(de 4,5% para 4,7%). "O que se espera é que, à medida que se regu larizem essas linhas de crédito àsempresas, tenha também mais regularidade no pagamento, reduzi do a inadimplência", disse Lopes. No caso das pessoas físicas,a única modalidade que teve au mento da inadimplência foi o cheque especial, que passou de 10,5% em junho para 11,3%. Nocaso do crédito pessoal, ficou estável em 5,4% e caiu para a com pra de veículos (de 5,4% para 5,3%) e para a compra de outros bens (de 15,6% para 15,2%).Segundo Lopes, o crescimen to da inadimplência do chequeespecial ocorre porque os clientes estão migrando dessa modali dade de financiamento mais carapara o crédito consignado. Entretanto, ele lembrou que o cré dito consignado é basicamentevoltado para aposentados e tra balhadores do setor público. Osdemais, conforme Lopes, têm menor acesso à modalidade de con signado em folha de pagamento epermanecem com mais dificuldades de quitar as contas, o que ele va a inadimplência. A expectativa de lopes, é que a inadimplência, pessoas jurídicas, caia