A8 GERAL Correio de Sergipe · Aracaju quarta-feira · 25 de março de 2009 Pacientes penam nos postos de saúde da capital >> Falta de médicos deixa a população indignada. Muitos se sacrificam para pagar uma consulta particular IMPASSENos últimos dias se instalou um impasse entre a pre sidente da Cooperativa de Produção e Trabalhos de Aracaju (COOPTRAJU), Maria Juvanete dos Santos e o presidente da Fundação Municipal de Trabalho (FUNDAT), Carlos Magno, quando ela queria tirar o maquinário da Cooperativa cedido pelo Banco do Brasil e recebeu negação por parte do presidente da Fundat. "Tudo começou quando fui convidada para dar um curso de corte e costura e no término fui novamente convidada pelos próprioscooperados para ser presi dente através de uma eleição. Logo depois, com o objetivo de ampliar o Centro, foi elaborado um projeto entre o Banco do Brasil e a Fundat, sob minha orientação, para ampliação do Centro comaquisição de novo maqui nário (troca de máquinas domésticas por industrial, ferro elétrico, cadeiras,estantes, aparelho para pre gar viés, entre outros). Uma lista contendo 29 itens. A doação dos recursos feito pelo Banco do Brasil, foi emtorno de R$ 188 mil", rela tou Juvanete. Conforme documentação mostrada pela presidente,existe um acordo permissio nário por cinco anos para utilização do prédio, de acordo com a cláusula 5ª, com vigência até abril de 2009. O termo foi assinadopor Edson Caetano, presi dente da Fundação, e pela presidente da Cooperativa Maria Juvanete. "Alugamos um galpão para desocupar o prédio e continuar com a cooperativa, fomos até olocal para pegar as máqui nas e quando estávamos fazendo a limpeza fomos interpelados por um senhor que nos informou que não poderia tirar o maquinário, porque o presidente da Fundat nos proibiu", disse a presidente. FUNDAT - O presidente da Fundação Municipal do Trabalho, Carlos Magno, falou para o Correio deSergipe que desde feverei ro de 2007, quando assumiu o órgão, encontrou uma Cooperativa desativada onde a presidente Maria Juvanete foi convidada para conversar, mas resistiu pormuito tempo, cedendo depois a uma conversa. Con tratamos a Organização das Cooperativas de Sergipe (OCESE) pagando para darum curso de coopera tivismo. " A n o s s a i n t e n ç ã o e r a reativar a Cooperativa com a l g u m a s p e s s o a s q u e j áfaziam parte anteriormen t e e o u t r a s p e s s o a s d a comunidade; e que depois d o c u r s o re a l i z a r í a m o suma nova eleição para ele ger uma outra diretoria de f o r m a c o n s e n s u a l , o q u efoi acatado pela presiden t e , f a z e n d o c o m q u e aFundat se afastasse do processo", acrescenta o presidente que no dia da eleição, a presidente não com pareceu, dando um golpe a todos nós. A fila é interminável, dezenas de mães com crianças no colo, outros sentados nas cadeirase recostados nos seus acom panhantes na ante-sala darecepção do Hospital Mu nicipal Nestor Piva. Esse foi o retrato na tarde de ontem na unidade de saúde. Relatos de pessoas que já estavam sem paciência porque tinham chegado na parte da manhãe até aquele momento, pró ximo às 18 horas só tinha passado pelo acolhimento,mas não tinham sido atendi dos pelos médicos sãomuitos. A fila preponderan te era para a pediatria. "Chequei aqui às 16:15 datarde e ainda não fui atendi da pela médica. Só passei pelo acolhimento que foi feito pela enfermeira e mandouque eu retornasse à recep ção, porque lá dentro estálotado, sem local para sen tar", informava Ana Paula Alves, que levava sua filha Maria Alicia de sete meses que estava com tosse, febre e com diarreia. A revolta não era diferente para Wesley Santos Brandão, comerciante, que estava acompanhando seu filho Vitor Hugo Brandão, de umano para ser atendido por que estava com febre e dor de ouvido. "Cheguei no Nestor Piva por volta das 14 horas, e, já são 18 horas e nem sequer fui atendido. Já estou desesperado com meu filho que só passou pelo acolhimento. Já me falaram que os plantonistas do dia jáforam embora. Já estou pen sando em ir para uma Clínica particular tamanho é meudesespero, só estou esperan do minha mãe vim pegar.Aqui é uma mangação(hos pital) isso é um circo e nós somos os palhaços", falou Wesley Brandão. De acordo com informações prestadas por um médico que estava trabalhando no local, durante todo o dia deontem só tinha dois pediatras concursados e vários clínicos trabalhando em siste ma de Recibo de Pagamento Autônomo (RPA). "Isso que está acontecendo não é emfunção da greve dos médi cos e sim pelo fechamento do serviço de pediatria porconta da Secretaria, manten do o plantão aberto - como uma forma de represaria para os concursados voltar a trabalhar". "Estou pensando em ir para um atendimento particular. Vou ter que apertar aindamais os cintos para conseguir para pagar uma consul ta para o meu filho que estácom dor de ouvido", infor mou Joselita Santos. Desde às 14 horas que encontra-seno hospital a espera do aten dimento médico para Vinicius Tiago, de 11 anos. "Atéagora, só passei pelo acolhi mento, e já são quase seis horas da noite. A recepçãome falou que tenho de espe rar as plantonistas da noite. Não sei como vou fazer, pois trabalho pela noite e não vou poder ir para o meu trabalho.Já estou aqui há mais de qua tro horas", disse.Tentamos entrar em contato com a Secretaria Mu nicipal de Saúde, mas não conseguimos completar a ligação. Escola não iniciou ano letivo CASTELO BRANCO Mesmo com a greve dos professores da Rede Estadual ter acabado, um dia depois,os cerca dos 1730 alunos dis tribuídos nos turnos da manhã, tarde e noite da Escola Estadual 1º e 2º graus Castelo Branco, nem sequer ainda tiveram o ano letivo iniciado. O motivo é porconta das precariedades existentes no prédio em que fun ciona o Colégio, localizado no bairro Industrial. A Escolaprecisa passar por uma refor ma completa com reparos nos banheiros, salas de aulas, muros e teto. De acordo com a Assessoriade Comunicação da Secre taria de Estado da Educação, a reforma está orçada em R$ 1 milhão e 400 mil reais, e hámais de 20 anos que o colé gio não tem reforma, com previsão para a conclusão da mesma entre oito a 12 meses. "O que está nos faltando éum local para a transferência desses alunos, mas já estamos averiguando alguns pré dios", relatou a Assessoria.Na tarde de ontem, a dire tora da Escola Maria Leda de Andrade Gomes, esteveem reunião com a secretá ria adjunta Hortência MariaAraújo, para discutir o pro blema e marcar uma visita aos prédios para verificarse está devidamente adequado para o funcionamen to do Colégio. "Já tem um prédio que acreditamos ser adequado, mas precisamos nos certificar. Caso seja positivo, amanhã (hoje), deveremos ter uma posição definitiva e na próximasemana as aulas terão iní cio", frisou a Assessoria de Comunicação. Costureira e Fundat duelam por máquinas de costura