INTERNACIONAL B5 Correio de Sergipe · Aracaju terça-feira · 31 de março de 2009 Cúpula árabe termina com forte apoio a Bashir >> Presidente do Sudão é acusado de crimes contra a humanidade e de guerra durante conflitos em Darfur ARMAS-COREIA Países deixam de prontidão navios antimísseis (Folhapress) Os Estados Unidos deixaram de prontidão ontem dois navios com interceptadores de mísseis, disse um porta-voz militar, em preparo para o lançamento de um satélite anunciado pelo Coreia do Norte para entre os próximos dias 4 e 8 de abril. A medida foi seguida por Japão e Coreia do Sul, países que, comoWashington, criticam o lança mento como disfarce para o teste de um míssil de longo alcance, que poderia chegar inclusive à costa do Alasca (EUA).Esse é o primeiro desafio sig nificativo do regime comunista norte-coreano ao governo do presidente americano BarackObama, que irá discutir as intenções de Pyongyang com líde res globais durante a cúpuladesde semana do G20 (principais potências e países emer gentes) em Londres. Os EUA, no entanto, não têm intenção de abater o foguete, disse ontem o secretário de Defesa Robert Gates. "Eu diria que não estamos preparados para fazer nada a respeito'', disse ele ao canal Fox News."Se tivéssemos um míssil aber rante, que parecesse se dirigirao Havaí, poderíamos considerar'', acrescentou, ressalvan do que o Pentágono consideraimprovável que o regime norte coreano dirija o foguete contra a Costa Oeste dos EUA ou o equipe com uma ogiva.A Coreia do Norte nega intenções militares com o lançamento e diz que seu objetivo é colo car um satélite de comunicaçõesem órbita, como parte de um pro grama espacial pacífico e legal. Os países acusam Pyongyang de violar a resolução 1.718 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada em outubro de 2006 e que recomenda à Coreia do Norte a suspender as atividades relacionadas a seu programa de mísseis balísticos. A21ª Cúpula da Liga Árabe termi nou ontem em Doha com uma rejeição regional à ordem de detenção internacional do presidente sudanês, Omar al Bashir, e o respaldo ao Sudão "em qualquer assunto que possa afetar sua integridade e unidade".Bashir teve a ordem de prisão decre tada pelo Tribunal Penal Internacional(TPI), no início de março, sob a acusa ção de ter cometido crimes contra ahumanidade e crimes de guerra duran te a onda de conflitos em Darfur, em 2003. Cerca de 300 mil pessoas foram mortas e 2,5 milhões foram refugiadas. Na inauguração da cúpula da Liga Árabe, com destaque para as ausências dos líderes do Egito, Argélia, Marrocos e Omã, o presidente sírio, Bashar al Assad, recomendou esquecer as divergências e resolvê-las através do diálogo.Al Bashir expressou "gratidão" a cúpula árabe por rejeitas as denúncias apre sentadas pelo TPI. O presidente da Síria,Bashar Assad, pediu para que o compro misso de defender Bashir do TPI seja cumprido. Apenas a Jordânia e dois outros membros da Liga Árabe, Comoros e Djibouti, que se abstiveram da discussão.Oposição - Antes da abertura da reu nião, uma coalizão de grupos de Direitos Humanos do Oriente Médio pediram paraos líderes não protegerem Bashir das acu sações de crimes de guerra em Darfur. "Não pode haver imunidade para todos esses crimes cometidos em Darfur", informou por meio de um abaixo-assinado a coalizão árabe em Darfur, formada por 15 entidades de ajuda humanitária na região. Em represália a ordem de prisão, Bashir ordenou a expulsão de 13 ONGs, medida à qual se referiu ontemo secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki moon, que pediu ao chefe de Estado sudanês que reveja essa decisão. Em seu discurso, poucos minutos depois do pedido de Ban, o presidente do Sudãonão só reafirmou sua decisão, mas insis tiu em que essas organizações tinham ido "além" e haviam mentido ao TPI sobre a situação em Darfur. PAQUISTÃO Governo confirma as mortes de oito policiais (Folhapress)Autoridades paquistanesas infor maram ontem que oito policiais morreram no atentado terroristaa uma academia de polícia, próxi ma a cidade de Lahore. Anteriormente, o governo haviadivulgado que ao menos 20 poli ciais morreram no ataque. Segundo o ministro do Interior, Rehman Malik, 89 policiais foram feridos e encaminhados a hospitais da região. "Vieram à tona muitos números ao longo do dia. Houve confusão,mas o que está certo, por enquan to, é que são oito policiais mortos'', disse o porta-voz do Exército, Athar Abbas. O número de mortos, noentanto, poderá aumentar nas pró ximas horas devido o estado de saúde de alguns feridos.Segundo Abbas e o chefe da polí cia em Punjab, Khalid Farouk, sete terroristas participaram do ataque e 900 cadetes estavam na escola no momento do ocorrido. A ação teve início entre 7h e 8h (entre 23h e 0h deste domingo, no horário de Brasília) e durou cerca de oito horas. A polícia conseguiu prender três terroristas e outros quatro foram mortos no tiroteio.Na operação, ao menos 40 cade tes foram feitos reféns pelos criminosos. O ministro do Interior paquistanês, Rehman Malik, disse à imprensa que os terroristas que morreram cometeram suicídio detonando cargas explosivas que carregavam no corpo. Os três detidos serão interrogados por suspeita de participação do ataque. Emissoras de TV locaismostraram uma comemora ção dos policiais minutos após o fim do tiroteio com osterroristas. Segundo testemu nhas, os terroristas atacaram a academia em grupos de três equatro membros que se separa ram e invadiram o prédio. PESQUISADORES Canadá descobre grande rede de espionagem on-linePesquisadores do Canadá des cobriram o que dizem ser a maior operação de espionagem on-line já encontrada. Baseadosna China, os espiões já invadi ram, em menos de dois anos,pelo menos 1.295 computado res de 103 países. A informação, divulgada pelo jornal no r t e - a m e r i c a n o "The New York Times", éresultado de pesquisas fei t a s n a U n i v e r s i d a d e de Toronto, no Canadá. Os estudos apontam que aequipe de espionagem não ape nas invadia os computadores,mas também contaminava pro gramas e utilizava máquinas para espionar os locais onde elas estavam instaladas, acessandoseus e-mails, câmeras e dispo sitivos de áudio.Segundo a publicação, pes quisadores disseram que os piratas virtuais já roubaramdados de centenas de entida des governamentais, empresas públicas e privadas de todo omundo. Até mesmo os compu tadores de dalai-lama já foram vítimas de ataques. Foi o próprio escritório do líder espiritual que encomendou à universidade a investigação, quejá suspeitava ter em suas máqui nas programas contaminados. Como resultado da pesquisa, os canadenses descobriram queo alvo dos ataques eram, na ver dade, governos das regiões sul e sudeste da Ásia. 32681 32679