Jaime Neto V ive-se um período de retrocesso nas ações de violência cometidaspelos seres humanos. As inva sões bárbaras aconteceramentre os anos 300 e 900, par tindo da Europa Central em direção ao resto daquele continente. Eram emigrações de vários povos (estrangeiros) que não compartilhavam dos costumes e culturas dos locaisinvadidos e acabavam misci genando tais regiões. Esse confronto, quase nunca era realizado de forma passiva,basicamente a coisa aconte cia sob a agressividade dotomar para si, o que de direito não lhe pertencia e gera vam as brigas e o conscientecoletivo da confusão genera lizada entre as pessoas. Analisando um pouco mais de perto a situação, basta ligara TV para confrontar a vio lência diária entre as naçõesdo mundo inteiro. Apro ximando ainda mais a lenta e notória a situação do Brasil,no tocante as guerras inter nas entre mocinhos e bandidos. Os morros do Rio de Janeiro, com seu sangue derramado nas encostas dasfavelas. As invasões aos condomínios em São Paulo, der rubando murros e abrindo espaços para a discussão entre a sociedade que se protege ea sociedade que avança con tra a ética do que é certo moralmente citando. Em Sergipe, a situação não é tão diferente e não poderia ser, mesmo sendo o menorestado do Brasil. A tranquili dade aparente que muitos se gabam em pronunciar, àsvezes é quebrada por histó rias de agressões, sequestros relâmpagos, violência contra crianças, estupros contra donas-de-casa, formação de favelas, delinquencia juvenil com seus novos vingadores no interior sergipano, etc. Enquanto cidades como as já citadas no parágrafo anteriorsão expostas em rede nacional, os sergipanos se protegem silenciosamente dos ataques que ganham notorieda de na imprensa local. A Segurança Pública de Sergipe vem tentando evitaros problemas, mas a popula ção se mostra ainda mais necessitada de proteção. Tanto na Capital, quanto na Zona Metropolitana e interior, oscrimes acontecem diaria mente. Marlene Matos mora no Conjunto Maria do Carmo,no Marcos Freira I e diaria mente enfrenta o medo de encontrar os "bárbaros", desde a porta de sua casa até o ponto de ônibus. "Acaba virando uma guerra de nervos. Saímos em grupo de cinco mulheres que precisam pegar o ônibus no primeiro horário, às 5h. Em frente a minha rua tem um terrenobaldio que serve para os mar ginais ficarem espreitandosuas vítimas. No meu conjunto tem muitos policiais moran do, mas ninguém faz nada porque é muito cedo. Já fui assaltada na esquina de casa por um homem armado que levou minha bolsa e a farda do trabalho. Ele me agrediu verbalmente e graças a Deus não me machucou fisicamente. Quando o ônibus não passa no horário, temos que andar até a avenida, o que aumenta o nosso risco. Nos finais desemana, a situação é pior por que quase não tem ninguém para pegar o ônibus", relata Marlene que confessa já ter presenciado um assassinato a poucos metros dela. "Ouvi um barulho e pensava que era o cano de descarga de uma moto. Quando olhei para o lado percebi dois homens numa moto atirando num rapaz de bicicleta. Na hora tremi, pois estava do outro lado da avenida, onde tudoaconteceu. Se eles não tivessem com pressa, com certe za fariam o retorno e me matariam, pois vi tudo de perto. Para se ter uma ideia da situação, quando eu fui assaltada dei queixa e nenhum policial foi procuraro bandido, mesmo eu apon tando o endereço com onome da rua em que o ban dido morava", denuncia. Para se proteger, Marlene enfatiza que praticamente todos os moradores da região têm cachorro para evitar arrombamentos. "Aqui em Socorro, eles levam tudo, de botijão a passarinho. Tenho quatro cachorros, mas não sabemos mais lidar com a situação. Para se ter uma ideia da crise, há algumas semanas, a população percebeu um homem estranho rondando as ruas e daí perseguiu o mesmo que fugiu. Achamos que ele estava sondando ascasas que seriam futuramen te arrombadas". Segundo a assessoria de Comunicação da SSP, em Nossa Senhora do Socorro, opatrulhamento das ruas e ave nidas é feito pelo 5º Batalhão de Policiamento Comunitário (5º BPCom), que dispõe de uma viatura especialmente para as rondas no conjunto Maria doCarmo. De acordo com informações do Órgão, existe patrulhamento na região para ini bir pessoas mal intencionadas. A 5º BPCom está dividida em três companhias para atender toda a região.De acordo com o comandante do 5º BPCom, tenente-coronel Adolfo Menezes, a popu lação pode ajudar a políciadenunciando pessoas suspei tas, avisando quando houve qualquer tipo de crime. "Além do serviço 190, através do qual acionamos as viaturas por rádio, as pessoas podem ligar diretamente para o telefone celular funcional (8816-6013). Essa medida vem ajudando a reduzir o número de roubos e furtos registrados nas duasdelegacias de Socorro", enfa tiza o Coronel, afirmandoainda que houve uma diminuição considerável no índi ce de crimes. Nas feiras livres da Capital, o tormento ocasionado por delinquentes vem tirando a paciência dos comerciantes. Segundo o presidente da Associação dos Feirantes do Estado de Sergipe Antônio Mendes, os delitos acontecemdiariamente. "Dentro das fei ras, eles roubam frutas, dinheiro e o que encontrarem de fácil. Do lado externo, levam carros dos clientes, assaltam e sequestram. Não vemos policiais. O que era umlugar tranquilo, onde as famílias passavam horas compran do seus alimentos, virou umaameaça. Pagamos por segu rança particular, cobramos de cada feirante cerca de R$ 0,50ou mais para pagar o segu rança, mas o homem não pode usar arma de fogo. Feira é algo cultural no nordeste e toda vez temos registrado casos de assaltos. Por dia, já teve ocasiões de acontecer até seis crimes e engana-se quem pensa que são adolescentes infratores, já puxei uma listae descobri inclusive que expresidiários participam des ses saques". Dados e situações - De acordo com o Anuário doFórum Brasileiro de Se gurança Pública 2008, quereuniu especialistas de governos estaduais, centros de pes quisa e ONGs de todo o País, Sergipe foi o lugar que mais recebeu investimentos em segurança por habitante. A SSP divulgou que o Governojá investiu aproximadamente R$ 38,4 milhões na segu rança dos sergipanos. Essemontante foi aplicado na pro teção individual, reforma, construção e informatizaçãode unidades policiais, reno vação da frota de veículos e capacitação profissional. "Saímos da idade da pedra e estamos trilhando o caminhoda modernidade. Encon tramos uma situação onde opolicial não tinha nem arma mento para sair às ruas, asviaturas estavam em péssi mo estado e não havia uma política de investimentos", enfatiza Kércio Pinto. Segundo estatísticas da Superintendência da PolíciaCivil, em 2008 foram regis trados 664 furtos (quando o crime acontece sem risco de morte para a vítima) em todo o Estado. Já a estatísticaapresentou 469 casos de rou bos (agressão e atentado à vítima). Entre 2007 e 2008, a SSP apurou uma queda de3% no índice geral de homi cídios (os registros apontam que nos primeiros 11 meses de 2007, o número de casos chegou a 471, enquanto em 2008 caiu para 459). Em Sergipe existem 102delegacias (sendo 71 no interior, seis na região metropo litana e 25 na Capital), onde 12 são consideradas de árease 13 especializadas em homi cídios, grupos vulneráveis, defraudações, etc. Da parte da Polícia Militar, são 12batalhões, sendo oito comu nitários além do Choque,Besp, BPGd e BPTran, e dezenas de companhias comuni tárias e especializadas (Radiopatrulha, Cavalaria, Policiamento de Caatinga,Operações Especiais, etc) dis tribuídas na capital e interior. Na última sexta-feira, 27, o Governador visitou as obras da Cadeia Pública Provisória (Cadeião) em Nossa Senhorado Socorro. Com capacidade para 150 presos, o espa ço de 1.339m² ainda terá duas vagas para detentos idosos e seis para quem possui nível superior. O objetivo dessa obra é aliviar a superlotaçãoexistente tanto nas delega cias quanto no Complexo Penitenciário Carvalho Neto. Já no conjunto Santa Maria, local conhecido por seu grau de violência, a inauguração do Presídio Antônio JacintoFilho, no próximo mês, pode rá trazer um alento para os moradores daquela área. POLÍCIA A7 Correio de Sergipe · Aracaju · domingo 29 e segunda-feira 30 de março 2009 Fernando Silva/CS Sergipanos se protegem como podem da violência >> Falta de segurança e medo de se tornar vítima da criminalidade tem levado famílias a abandonarem suas casas Antônio Mendes: "Dentro das feiras, eles roubam frutas, dinheiro e o que encontrarem de fácil" Analisando um pouco mais de perto a situação, basta ligar a TV para confrontar a violência diária entre as nações do mundo inteiro. No Brasil, os morros do Rio de Janeiro, com seu sangue derramado nas encostas das favelas. As invasões aos condomínios em São Paulo, derrubando muros e abrindo espaços para a discussão entre a sociedade que se protege e a sociedade que avança contra a ética do que é certo moralmente citando. Em Sergipe, a situação não é tão diferente e não poderia ser, mesmo sendo o menor estado do Brasil. A tranquilidade aparente que muitos se gabam em pronunciar, às vezes é quebrada por histórias de agressões, sequestros relâmpagos, violência contra crianças, estupros contra donas-de-casa, formação de favelas, delinquencia juvenil com seus novos vingadores no interior sergipano, etc. Enquanto cidades como as já citadas no parágrafo anterior sãoexpostas em rede nacional, os sergi panos se protegem silenciosamentedos ataques que ganham noto riedade na imprensa local. LEITURA DDII NN ÂÂ MM IICC AA Revolta explícita"Eu, meu marido, meu primo e nossos amigos do sul do Brasil estáva mos reunidos na varanda da casa de praia da família, localizada próximaao antigo clube da Telergipe, come morando a formatura de Saulo (primo). Por volta das 00h45, os assaltantes apareceram do nada e nos ameaçaram. Avisaram para nãoolharmos para seus rostos, aponta ram armas para as nossas cabeças. Fizeram a gente deitar no chão da sala e usou a Jaqueline (visitante do sul), para acordar o noivo dela queestava dormindo. Obrigaram-lhe reco lher tudo para eles (os bandidos). Se juntarmos celulares, câmeras,notebook, jóias e dinheiro, o prejuí zo chega a R$ 10 mil. Depois que eles recolheram o que queriam, um deles disse que iria trancar todos no banheiro e 'ficar com essa daí', sereferindo à Jaqueline (fazendo men ção que iria estuprá-la). O outro homem disse que não, pois estavam apressados. Então desistiram e foram embora. Antes, trancaram todos nós no banheiro. Tudo durou cerca demeia hora. O pior de tudo foi a ver gonha que sentimos após o episódio. O pessoal veio do sul do Brasil para uma festa de formatura, já estavamcom viagem marcada para o dia pos terior ao incidente e justamente nahora do crime estávamos conversan do sobre a 'tranquilidade' de Aracaju. Eles levaram daqui a pior imagempossível, levaram na bagagem ape nas traumas e muita tristeza". O relato da jornalista Grace Melo, dona do blog político Cajueiros e Papagaios, rondou todos os e-mails da cidade e se espalhou como ovento. A revolta dela acabou viran do motivo de comentários na rodas que discutem o problema. Ironicamente, poucos dias após esse caso, a jornalista teve sua casa, no perímetro urbano, invadida. Dessa vez os bandidos levaram apenas as cadeiras da varanda e mais uma vez, o sossego de Grace. "Sempre que acontece algum ato de violência contra você, seus familiares ou amigos façam o Boletim de Ocorrência, estimulemessa atitude. Se não há reclama ção formal, o Governo vai terembasamento teórico para afir mar que os índices de violência estão diminuindo e vai 'provar' isso pela falta de documentação nas delegacias. O boletim pode ser feito on-line através do site: http://www.delegaciainterativa.se.gov. br ", fica o conselho. Diógenes Di/CS A2 OPINIÃO DITORIAL Reações ao 1% C Y B O RG RTIGO Mais que medidas anticrise Procon:...........................................................(79) 3211-5216 Defensoria Pública:.................................................3211-9298 Defesa Civil:...........................................................3214-2189 Detran:...........................3226-2000 Ouvidoria.......3226-2009 DRT:.......................................................................3211-1434 SMTT:......................................................................3179-1405 SAMU:.....................................................................3170-1076 Hospital Governador João Alves Filho:..................3216-2600 Hospital de Cirurgia:................................................3212-7312 Hemose:..............................................................3259-3174/3191 Vigilância Sanitária:.................................................3179-1001 Polícia Militar:.......................................................................190 Corpo de Bombeiros:.............................................3214-2814 IML:........................................................................3216-5429 Farmácias 24 horas:.........................3211-6713/0800 79 0064 :.........................3217-4122/0800 79 0404 Cemitério Parque Colina da Saudade:...................3247-3232 :..................3247-2329 Ouvidoria Geral do Estado de Sergipe:............0800 284 0095 :.................3179-4995 SPAÇO DO CONSUMIDOR Os obesos vivem menos Caiu como uma "bomba" para os ser vidores da prefeitura de Aracaju o anúncio do reajuste salarial de 1%. Como não poderia deixar de ser, osfuncionários municipais não fica ram satisfeitos com o percentual e as primeiras reações começaram a aparecer quase que imediatamente. Quem primeiro se insurgiu de forma mais contundente contra o 1% foram os enfermeiros e as enfermeiras, que optarem por entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima quinta-feira. Certamente, outras categorias profissionais irão protestarigualmente e deverão cruzar os braços nos próximos dias. Deve ser assinalado que os professores e os médicos do município já estão de bra ços cruzados há alguns dias. Apesar de ser uma previsão catastrófica que ninguém quer que seja confirmada, não estáfora de contexto a possibilidade da paralisação total ou quase isso da prestação dos ser viços públicos à população aracajuana. Essa probabilidade ganha contornos ainda mais dramático se forem levadas em consideraçãoas reivindicações de aumento salarial apresen tadas pelas diversas categorias profissionais com percentuais variando de 15% a 20%. Ouseja, números muitos distantes daquele anun ciado pelo prefeito Edvaldo Nogueira e que, aprincípio, inviabilizam qualquer tipo de acor do entre os servidores e administração municipal.É óbvio que a crise econômica mundial provocou redução nos repasses das verbas fede rais e na própria arrecadação das prefeiturasmunicipais. Mas também é certo que o funcio nalismo público merece ter reajuste nos seussalários superior a 1%. Está, portando, esta belecido o embate a nível municipal. Um "nó" difícil de ser desatado. - Fax Redação: (0xx79) 3234-3214 - Endereço eletrônico: www.correiodesergipe.com - E-mail: redacao@correiodesergipe.com - Departamento Comercial - Rua São Cristóvão, 302, Centro - Telefone (0xx79) 3214-2845 - E-mail: comercial@correiodesergipe.com / Representante Nacional: Fênix Representação de Mídia: Rua Sabará 318/21 - Higienópolis - SP - Tel (011) 3487-8457 ou (11) 7306-0140 Email: chicaofenix@globo.com- CEP 01239-010 - Higienópolis/SP - Rio de Janeiro/RJ - Gerson Barreto - RuaSenador Dantas, nº 117, sala 817 - Centro - CEP 20034-900. Tel (21) 2240-5322 ou Cel.: 9257-5372 - E-mail: represrio@ mundivox.com.br - Curitiba/PR - Mariangela Fernandes - Av. Cândido de Abreu, 140 - sala 803 - Centro Cívico-Paraná - CEP 80539-901 - Tel (41) 3323-5919 - E-mail: mariangela@privativapr.com.br - Porto Alegre/RS - Izabella Pozzer - Av. Carlos Gomes, 1200, sala 603, CEP 90480-001 - Tel.: (51) 3333-4042/9984-4150 - E-mail: isabellavgcom@terra.com.br - Brasília/DF - WisleyDamião - End: QE 34 Conjunto M Casa 13 - Guará II - Brasília-DF. Tel/Fax: (61) 3381-9545 - E-mail: fasterrepresentacoes@terra.com.br - Fortaleza/CE - Aldamir Amaral - Av. Santos Dumont, 3131-A sl/1301-Aldeota - Fone: (85) 3264-0576 - aar@ terra.com.br - Belo Horizonte/MG - Sr. José de Assis Tito - Rua Tenente Brito Melo, 1223 Conjunto 601 - Bairro Preto - Belo Horizonte - CEP 30180-070 - Tel (31) 3048-2310 - E-mail: josetito@supermidiabrasil.com.br - Florianópolis/SC - Rua Ten. Silveira, 225-s/302-Centro - Fone: (48) 223-2553 - Recife/PE Engenho de Mídia Comunicação Ltda - Av. Engenheiro Domingos Ferreira,890, sl 806-Boa Viagem - Fone: (81) 3466-1308 - www.engenhodemidia.com.br - Salvador/BA - Paula de Barros Fernandes Rua Professor Sabino Silva, 1079, apto. 2001, Bairro Jardim Apipema, CEP 40.155-250 - Salvador/BA. 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É o que mostra uma meta-análise realizada com 57 estudos e dados de quase 900 milpessoas com idade média de 46 anos e divulgada dia 18/03 na edição on-line do periódi co "The Lancet". Pesquisadores da Universidade de Oxford (Reino Unido) viram que, em índices acima de 25 kg/m2, o acréscimo de 5 kg/ m2 eleva em 30% as taxas gerais de mortalidade. O trabalho também aponta que o IMC entre 30e 35 (indicador de obesidade leve) foi res ponsável pela redução de dois a quatro anosna expectativa de vida e, entre 40 e 45 (obe sidade grave), por de oito a dez anos. "Excesso de peso encurta o tempo de vida. Na Grã-Bretanha e nos EUA, pesar um terço a mais do que o ideal diminui a vida em três anos. Para a maioria das pessoas, significa carregar de 20 kg a 30 kg a mais. Se você está se tornando gordo, deixar de ganhar peso também poderia adicionar anos à sua vida", explica o epidemiologista Gary Whitlock, o responsável pelo estudo. Aqui no Brasil, os riscos aumentam e são altos: 13% da população têm IMC acima de30 e, por conseguinte, são considerados obe sos, de acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde. Existe um maior risco de se desenvolver doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer e apneia do sono, entre outrasdoenças. Além disso, o excesso de tecido adiposo dificulta a apalpação em exames clínicos e diminui a precisão de exames de diag nóstico, criados para pessoas com peso normal.O IMC é a principal forma de medir sobre peso e fatores de risco relacionados à obesidade. Especialistas, entretanto, afirmam que a medida na circunferência abdominal tem se mostrado importante para detectarriscos especialmente em pessoas que apre sentam IMC normal ou até 30.Existe um método de medição para se veri ficar o nível de gordura, a cintura, e onde para se medir corretamente, deve-se passara fita métrica em volta do abdômen relaxado na metade da distância entre a última cos tela e os ossos do quadril (crista ilíaca). A maioria das academias de ginástica fazem esta medição e calculam o excesso, pelo peso, tamanho e circunferência do abdômen.Outro método, reforçado por estudos recen tes, é a medição do pescoço. Um trabalho americano divulgado na semana passadamostrou que pescoço mais grosso é indica tivo para teores mais elevados de colesterol no sangue.De fato, pessoas com tendência a acumular gordura na região do pescoço geralmen te costumam reunir mais gordura no tronco. Diâmetro superior a 40 cm indica riscos e a necessidade de procurar um médico. Em tempo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que torna obrigatória a instalação de airbag dianteiro em todos os veículos novos fabricados no Brasil ouimportados. As unidades destinadas à expor tação não precisarão obedecer à nova lei. A sanção está publicada no Diário Oficial da União do dia 19/03. A obrigatoriedade da instalação do airbag foi aprovada pela Câmara dos Deputados em fevereiro. A nova lei será regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e começa a valer em cinco anos a partir da regulamentação. Atualmente, o Código Brasileiro de Trânsito estabelece como equipamentos obrigatórios para os veículos o encosto de cabeça, cinto de segurança e o dispositivo destinado ao controle de emissão de gases poluentes e de ruídos. GILBERTO RODRIGUES * * G ILBERTO O LIVEIRA , A DVOGADO , E MAIL ; GOR . ADVOCATUS @ BOL . COM . BR O setor da indústria imobiliária entende que neste momento de incertezas quanto ao rumo da crise financeira internacional, oprincipal papel do governo bra sileiro é o de adotar medidas queimpulsionem o segmento produtivo e, principalmente, que tragam de volta a confiança do com prador de imóveis. O momento continua favorável à aquisição de novas unidades habitacionais. Uma das formas de garantir asegurança do comprador é a ado ção de mecanismo que assegure, legalmente, uma carência nopagamento de parcelas do financiamento, caso as famílias pas sem por dificuldades financeiras, como desemprego temporário.Após a superação desse proble ma, as parcelas seriam pagas ao longo do prazo restante. Medida imediata, que queremos que se torne institucional, a exemplo de outros países.Para garantir ainda mais a segu rança dos compradores, os empresários esperam que asmedidas promovam a desoneração tributária, bem como a redu ção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para certos materiais de construção. É inaceitável que uma moradia cujo preço final é de R$ 50 miltenha um custo tributário embutido de R$ 15 mil. O governo estu da a possibilidade de aperfeiçoaro RET (Regime Especial Tribu tário), com alíquotas de 5,5% a 6% sobre o faturamento. Nos casos de habitação de interessesocial, esta alíquota poderia ten der a zero! A criação de um Fundo Garantidor permitirá que mais agentes financeiros se interessem pelo crédito imobiliário para financiar moradias populares, na medida em que o pagamento mensal do comprador passa a ser "avalizado" parcialmente por este Fundo.Já que a meta do governo é aten der às famílias de mais baixarenda, é essencial superar buro cracias e aperfeiçoar o uso do FGTS. Talvez, permitir que os 8%de contribuição mensal recolhi dos ao Fundo pelo empregador sejam usados para pagamento direto das prestações do financiamento. Sugerimos que subsídios parabaixa renda venham para aumentar o poder de compra das famílias, seja mediante redução ime diata do preço total do imóvel(governo paga percentual a títu lo de entrada) ou de ajuda nas parcelas mensais, que seriam pagas parcialmente pelo governo.Além disso, esperamos o aper feiçoamento do PAR (Programa de Arrendamento Residencial), que no passado foi criado com expectativas que se frustraram.Havia excessiva burocracia e regu lamentação inadequada. Neste programa, a família arrenda ahabitação e, demonstrando adimplência por alguns anos, é "pro movida" a adquirente: o valorpago durante este período, a títu lo de locação, transforma-se na parcela de entrada. Defendemos que medidasurgentes devem ser adotadas imediatamente, sem prejuízo do esforço em concatenar duas iniciati vas de fundo: o PlanHab, do Ministério das Cidades, e o Programa Moradia Digna, de autoria conjunta de movimentospopulares, poder legislativo, associações de trabalhadores e empre sários - representados pela CII/CBIC.Ambos se pautam por um obje tivo definitivo: resolver o déficit habitacional de oito milhões demoradias, por meio de uma pere ne política habitacional de Estado. * P RESIDENTE DO S ECOVI -SP E DA C OMISSÃO DA I NDÚSTRIA I MOBILIÁRIA DA CBIC Correio de Sergipe · Aracaju · domingo 29 e segunda-feira 30 de março 2009