B2 ARTICULISTAS Correio de Sergipe · Aracaju · domingo 29 e segunda-feira 30 de março 2009 Arquivo Antes de ingressar no TCU, o então deputado Augusto Nardes foi processado por crime eleitoral. À época, o procurador-geral da República, Claudio Fonteles, denunciou-o por omitir doação de R$20 mil. Como pena, Nardes doou R$ 1.000 ao Fome Zero e minis trou palestras sobre legislação eleitoral. Turbina 1 Além da usina de Tucuruí, quepassou a integrar as investiga ções da PF, a Camargo Corrêa anda às voltas com o Ministério Público Federal no Pará devido ao projeto da hidrelétrica de Belo Monte. Segundo a denúncia, háirregularidades no estudo técni co apresentado à Eletrobrás pelo consórcio do qual a empresa faz parte. Turbina 2 Tanto a Eletrobrás quanto a Eletronorte são controladas pelo PMDB, partido que, segundo as investigações, teria recebido repasses da Camargo Corrêa no Pará. A empreiteira declarou ter gasto R$ 35 mil no estudo técnico. Especialistas avaliam que ele custa milhões. Turbina 3 O caso chegou ao TCU. Este determinou que o estudo seja refeito segundo 'princípios dapublicidade e isonomia'. O pro cesso aguarda julgamento de recurso no Tribunal Regional Federal. Tudo menos isso Um fotógrafo que entrava noSenado cumprimentou amistosamente o segurança: 'Fala, diretoria!'. Muito bravo, o funcioná rio replicou: 'Me xinga do que quiser, mas não me chama de diretor!'. De ministra... O núcleo do governo discute a necessidade de dar a Dilma Rousseff, em breve, mais tempo para dedicar à candidatura presidencial. Por ora, mesmo rodando o país na caravana doPAC e travando contatos políticos antes ausentes de sua agenda, a chefe da Casa Civil conti nua diretamente envolvida nos assuntos do governo. ...a candidata Foi Dilma quem colocou amão na massa quando o paco te habitacional patinava. A ideia é delegar parte de suas tarefasa Miriam Belchior, coordena dora do PAC na Casa Civil. Outra parte já é tocada pela secretária-executiva, Erenice Guerra. Lenço Opinião de quem leu o roteiro de 'Lula, Filho do Brasil': o filme de Fábio Barreto fará o público chorar tanto ou mais do que o hit 'Dois Filhos de Francisco'. Isso em plena campanha eleitoral. Com quem será? Osmar Dias (PDT) é o homem mais cortejado do Paraná. Após ter visitado José Serra no Palácio dos Bandeirantes, foi à casa de Dilma Rousseff em Brasília. O governador tenta atraí-lo para aliança com os tucanos noEstado _Dias disputaria a reelei ção ao Senado. A ministra quer fazê-lo candidato ao governo com o apoio do PT. Onde pegaA Perdigão sinalizou ao gover no que só se interessa pela Sadia se puder controlar mais de 60% da empresa. A Sadia resiste. Espinhoso Flávio Dino (PC do B-MA) apresentou emenda propondomandato de 11 anos para minis tros do STF. Ele defende a mudança diante do 'papel político'' que a corte assumiu. 'Hoje se tem um sistema tricameral.' O Tribunal de Contas da União, que viu seus ministros Augusto Nardes e Valmir Campelo colhidos pelo noticiário da Operação Castelo de Areia por suspeita de favorecimento à Camargo Corrêa, tem hoje claro viés oposicionista. Das nove vagas, sete foram preenchidas com indicações de políticos. Dessas, três são ocupadas por ex-congressistas do DEM (Campelo é um deles) e uma coube ao PSDB. Nardes, embora do PP, partido da base de Lula, sempre foi contra o atual governo. O PMDB tem três cadeiras. O PT, nenhuma.Em dezembro, quando da escolha do 'demo' José Jorge para o tribu nal, a senadora petista Ideli Salvatti comentou que havia 'mais PFL por metro quadrado' no TCU do que em qualquer outro lugar. Casa da oposição Nas ondas do rádio Em 1985, Antonio Carlos Magalhães era ministro das Comunicações quando o aliado Candido Augusto, prefeito deSenhor do Bonfim, começou a articular a candidatura ao governo baiano de Jonival Lucas, secretário de João Durval, inimigo de ACM. Por dias, Augusto fugiu dos telefonemas do minis tro, mas este acabou por encontrá-lo: _Que negócio é esse de lançar candidato sem me consultar? Se você continuar com esse negócio, vou colocar uma rádio aí na cidade só pra te desmoralizar! Gaguejando de medo, o prefeito só conseguiu indagar: _AM ou FM, ministro? _As duas, seu moleque!_ e bateu o telefone.Os trabalhadores não precisam de conselhos do pre sidente, mas sim de uma lei que os proteja contrademissões. O governo só editou MPs para ajudar ban queiros e grandes empresários. De JOSÉ MARIA DE ALMEIDA , coordenador nacional da central sindical Conlutas e presidente do PSTU, sobre Lula, segundo quem os trabalhadores não devem pedir aumento no atual cenário de crise. EMÍLIO ODEBRECHT escreve aos domingos nesta coluna.A EXISTÊNCIA de universidades corporativas em grandes grupos empresa riais é, hoje, uma realidade disseminadapelo mundo. Nelas, os trabalhadores estu dam em benefício da organização e de si mesmos, adquirindo saberes específicosque a escola não lhes ofereceu ou aperfei çoando conhecimentos.A percepção de que empresas cujos inte grantes vivam em contínuo aprendizadosão mais bem-sucedidas, motivou o sur gimento destes centros educacionais. É vital, portanto, que a educação na empresa esteja voltada para a geração de resultados tangíveis e intangíveis.Melhorias de produtividade, desenvolvimento tecnológico, excelência no atendimento aos clientes e identificação e formação de talentos devem decorrer da ênfa se na capacitação cada vez mais apurada dos trabalhadores. Nesse sentido, este sistema educacional deve evitar generalizações e abstrações, mantendo-se conectado ao canteiro deobras, à usina, à fábrica, ao campo agrí cola, enfim, aos lugares onde a riqueza nasce. Além dos resultados econômicos, há osresultados não-econômicos que cada profissional qualificado pode alcançar, edu cando novas pessoas, trabalhando com responsabilidade social, projetando uma imagem positiva dos negócios.Mas ao lado deste tipo de ação estrutu rada, as empresas precisam também de líderes educadores.Líderes educadores são aqueles executivos que tomam para si a tarefa de educar seus liderados, como uma responsa bilidade indelegável. Refiro-me ao tema em seu sentido amplo.Penso em educação como a formação inte gral da pessoa, via construção de seus valores e caráter, mais os conhecimentos que adquira.Aqueles a quem chamo líderes educadores devem agir como preceptores moti vando e orientando seus liderados, para que evoluam e tornem-se multiplicadores dessa forma de pensar e de agir. Seja qual for a idade, sexo, instrução ou atividade que desempenha, toda pessoa pode aprender. O líder educador é a fonte de tal estímulo. Líderes que percebem e não pressupõem enxergam a realidade sob a perspectiva do tempo, antevendo o melhor futuro para a empresa e o que fazer para atingi-lo. E sabem valorizar o patrimônio intangível, em especial a lealdade, a dedicação e o espírito de servir de seus trabalhadores. Líderes educadores, por fim, sabem recompensar, compartilhando os ganhoscom todos que contribuíram para que fos sem alcançados, em todos os níveis da empresa, sem discriminação ou privilégios.Porque líderes educadores não são che fes, são parceiros. Para eles, a hierarquia está sempre no cliente. EMÍLIO ODEBRECHT Líderes educadores A norma internacional, em tempos de aldeia global, está sempre - e cada vez mais - na ordem do dia. Sem dúvida, sinal evidentemente seguro de que os povos e naçõesusam e consagram os princípios, valo res, dogmas e procedimentos que fazem, informam e balizam o direito internacional público, na solução dos seus legítimos interesses.Assim, dentro de tal moldura, na berlinda, para estudos, avaliações, interpretações e julgamento, o caso envol vendo o menor Sean Bianchi Goldman e os mecanismos legais de Brasil e Estados Unidos da América.Buscarei, agora - se a tanto me ajudarem engenho, arte e memória - nar rar o fato, como o fato aconteceu. Tudo começou nos idos de 1997, na movimentada cidade de Milão, na Itália. Ali, o americano David Goldman e a brasileira Bruna Bianchi se conhecem, namoram, mudam para Nova Jersey, nos Estados Unidos, onde casam. Em 2000, da união, nasceu Sean Goldman, pivô do estremecimento nas relações diplomáticas entre Brasília e Washington.No Brasil, separada do marido norteamericano e já casada com o advoga do João Paulo Lins e Silva, de uma família de reconhecidos juristas no campo do direito de família, Bruna morre, ficando a custódia do menor com o padrasto, João Paulo Lins e Silva, que de logo ajuíza a medida legal - a guarda do menor - alegando "paternidade socioafetiva". O juiz Gerardo Carnevale Ney daSilva, prolator do despacho que defe riu a postulação, sustentou a tese de que "decisões nas varas estaduaislevam em conta interesses da crian ça, não dos pais". Na legislação familiar brasileira esteé o entendimento da corrente larga mente majoritária.Alegando violação à norma prescri ta na Convenção de Haia sobre Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Criança, documento que tem a adesão do Brasil e Estados Unidos, o pai biológico, David Goldman, impetrou medida junto aoSTJ - Superior Tribunal de Justiça arguindo que a presença do menor no Brasil tipifica ilícito. Relatora do processo, a eminente ministra Nancy Andrighi, denegou a súplica, argumentando, com escopo no artigo 62, da aludida Convenção de Haia, que a criança dever permanecerno local onde se encontra bem ajusta da ao convívio familiar. Neste aspecto, inquestionavelmente,o Brasil se amolda à filosofia encarta da na Convenção da Organização das Nações Unidas sobre Direitos das Crianças, ata que subscreveu quandoencampou os princípios daquele docu mento, com a publicação do Decreto nº 99.710/1990, adotando-o, e, no caso vertente, instrumentalizando o artigo3º da Convenção da ONU, que, na apre ciação de interesses de menor, deve ser levado em consideração o melhor para a criança. Para Sean Goldman, o melhor é ficar onde está: Brasil. Sem esquecer - é o óbvio - que a Constituição Federal no artigo 227 garante, em tal situação, a proteção do menor. Paulo Gadelha é desembargador federal do TRF da 5ª Região PAULO GADELHA Sean Goldman: o direito de ficar RTIGOS ECONOMIA B3 Crise aponta a tendência de declínio da globalização >> A vertiginosa desaceleração da economia mundial faz a globalização perder fôlego Correio de Sergipe · Aracaju · domingo 29 e segunda-feira 30 de março 2009 "O Brasil já é um bom exemplo para outros países em desenvolvimento" Revista inglesa 'The Economist', em reportagem da edição desta semana Superfaturamento do Pan continua impune Sem acordoAlém da dificuldade de supe rar José Serra no PSDB, AécioNeves não consegue encaminhar acordos com grandes par tidos, exceto o DEM. Purgatório Estrangeiros brancos que escolheram o Brasil para viver ou visitar se sentirão culpados pela crise, após a declaração de Lula. O mundo é uma bola Relator da subcomissão da Copa, que fiscalizará R$ 100 bilhões, Paulo Rattes (PMDB), o ex-prefeito de Petrópolis, teve problemas com o TCU. Em família O diretor do Departamento Médico da Câmara dos Deputados, Luis Henrique Horta Hargreaves, nomeou sua mulher, Cíntia, para o cargo de chefe de gabinete e a prima dela, Isabel, como assessora. Tá feia a coisa Dez prefeituras do Sertão do Araripe, em Pernambuco,fecharam as portas em protes to contra o corte brutal no Fundo de Participação dos Municípios pelo governo federal. E ameaçam demitir funcionários. Banco limpo O Banco da Amazônia já inclui a proteção do meio ambiente nos critérios para liberação de empréstimos aprodutores rurais. E vai res tringir os financiamentos paraformação de pastos que impli quem desmatamento. Linha duríssima É insuficiente chamar de "linha dura" o deputado Paes de Lyra (PTC-SP), que assumiu a vaga de Clodovil Hernandes. "Sefendo o uso de força letalpara defender a vida de ino centes", diz ele. Isto é, pena de morte neles. Entre a cruz e a espada O governo vive o dilema debaixar o rendimento da poupança para não atrair o capi tal de renda fixa, que financia a produção, mas pode esvaziar o caixa que financia a casa própria. E o plano de 1 milhão de casas. Torcida O presidente do PPS, Roberto Freire, torce para que Jarbas Vasconcelos (PMDB) assuma a candidatura e seja eleito governador de Pernambuco: como suplente, o melhor emprego do mundo cairia em seu colo. Capital curto O Banco Central detectou uma queda de 30% nos gastos dos brasileiros que viajam para o exterior desde o início do ano. Seria uma boa notícia se não isso não ocorresse por falta de grana para fazer turismo externo. Prazos longos, juros altos As vendas parceladas, que turbinaram o faturamento do comércio e desocupou os pátios da indústria, voltaram ao período pré-crise, com carência a perder de vista. Mas os juros estão um horror: de 23,2% ao ano para veículos, e inacreditáveis 54,2% para eletrodomésticos. Lula, o pensadorCom outra frase infeliz, o pre sidente inverteu aquela velha expressão racista do "negro de alma branca" pelo "branco de alma negra". Seis meses após o Tribunal de Contas da União constatar que houve superfaturamento de 1.589% nas obras dos Jogos Pan-americanos de 2007, o Ministério do Esporte, o Estado e o Município do Rio de Janeiro até hoje não entregaram os esclarecimentos exigidos pela Corte. Segundo autoridades fluminenses, que já repassaram suasinformações à Brasília, cabe ao ministério revisar todos os documen tos e encaminhá-los ao TCU. Caso estranho O Ministério dos Esportes diz que "todas as solicitações do TCU foram atendidas nos prazos". O TCU e o governo do Rio discordam. Bom exemplo A Petrobras, uma das patrocinadoras do Pan-americano, atendeu aos pedidos de esclarecimento do TCU dentro do prazo de 15 dias. Bolsa-tintura Louros de olhos azuis se acham no direito de pedir a Lula a bolsa-tintura: salões de beleza vão eleger Lula seu novo santo padroeiro. PalanqueiroO ex-deputado potiguar João Faustino deixou o secretariado da pre feita de Natal ara cuidar da armação dos palanques de José Serra País afora. Plano B de Aécio é o Senado e Anastasia O governador tucano de Minas, Aécio Neves, diz a amigos que não será vice de José Serra em hipótese alguma. Seu plano B à "OperaçãoObama" (referência à derrota da favorita Hillary Clinton nas primárias) será o Senado, fazendo dobradinha e transferindo popularida de na veia do vice-governador Antonio Anastasia, fraco no Datafolha, que disputará o governo com o ministro Hélio Costa (Comunicações), do PMDB. PETRÓLEO Norueguesa Statoil quer perfurar pré-sal (Folhapress) A norueguesa StatoilHydro pretende entrar na exploração do pré-sal no Brasil. O bloco BM-J-3, na Bacia do Jequitinhonha, poderá ser perfurado abaixo do sal, apesar de as perfurações até agora estarem limitadas ao pós-sal. Além disso, a companhia diz que vai investir de US$ 5 bilhões a US$ 10bilhões nos próximos 5 a 10 anos, poden do entrar em novos blocos. Na bacia do Jequitinhonha, ainda estáem estudo se o bloco BM-J-3 poderá chegar ao pré-sal. Segundo o vice-presiden te executivo do Atlântico Sul da Statoil, Thore Kristiansen, os investimentos em todo o mundo em 2009 somarão US$ 13,5 bilhões. Boa parte deste montante será direcionada ao Brasil, já que o país é hoje um dos principais focos da companhia. O grupo captou no mercado, há cerca de três semanas, US$ 3,5 bilhões, queajudarão na campanha de investimentos da petroleira, cujos principais negó cios estão em águas profundas, petróleo pesado e gás natural, disse Kristiansen. A continuidade de investimentos no Brasil vai depender das oportunidades geradas e das rodadas de licenciamento, segundo o presidente da Statoil no Brasil, Jorge Camargo. Ele disse esperar queas próximas rodadas tenham mais blo cos offshore, em referência à 10ª Rodada,realizada em dezembro passado, somen te com blocos em terra. Os executivos participaram de entrevista à imprensa no 15ª Latin Oil Week, no Rio.Kristiansen disse que o governo brasileiro provou, até agora, estabilidade regu latória, em comentário sobre a Comissão Interministerial do governo para elaborar uma nova legislação para exploração dopré-sal. Os estudos deveriam ter sido entre gues no final do ano passado, mas ainda não ficaram prontos. "A cada rodada nós analisamos a possibilidade de entrar. Se houver blocos interessantes, a Statoil vai analisar'', disse Camargo, que deixará a presidência da companhia em agosto. O cargo será assumido por Kjetil Hove, sendoque Jorge Camargo continuará no qua dro da companhia, como consultor sênior. Hove foi diretor de Projeto do campo de Peregrino, uma das principais apostas da Statoil atualmente no país. A companhia tem oito licenças de exploração no Brasil, sendo o operador em quatro delas. No caso de Peregrino, a Petrobras é a operadora. O consórcio planeja perfuraro campo ainda este ano. Deverão ser retirados, futuramente, 100 mil barris diários do campo. O volume ajudará a companhia a ser a segunda maior produto ra de petróleo do Brasil, em 2012, atrás apenas da Petrobras. Camargo acreditana possibilidade de elevação da produ ção, com a perfuração de novos regiões ao sul, em busca de novos reservatórios. IR 2009 Receita já recebeu 20% das declarações (Folhapress)A Receita Federal informou sexta feira que até às 11h já havia recebido 5,191 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física de 2009, o que representa mais de 20% dos documentos previstos para serem entregues neste ano (25 milhões).O prazo para o envio das declara ções vai até a meia-noite do dia 30 de abril. Quem não apresentar os dados dentro do prazo terá de pagar multa que varia de R$ 165,74 a 20% do imposto devido. O programa para entrega pode ser baixado a qualquer momento no site da Receita Federal, mas o envio da declaração é suspenso de madrugada, entre 1h e 5h, para manutenção do site.Está obrigado a declarar o contribuinte que recebeu rendimentos tri butáveis superiores a R$ 16.473,72 ourecebeu rendimentos isentos, não-tri butáveis ou tributados na fonte que ultrapassem R$ 40 mil. O envio da declaração é obrigatório,ainda, para sócios de empresas, pes soas físicas com patrimônio superior a R$ 80 mil (pelo valor de compra) em 31 de dezembro e para quem exerceu atividade rural e recebeu acima de R$ 82,5 mil em 2008. A declaração do IRPF 2009 podeser feita pelo site da Receita, em dis quete nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa EconômicaFederal ou em formulário nas agên cias e nas lojas franqueadas dos Correios. O formulário custa R$ 4. claudiohumberto@odianet.com.br (Folhapress) A vertiginosa desaceleração da economia mundial adiciona à pauta do G20 um termo atéagora restrito ao desejo dos ativis tas anticapitalismo: desglobalização. Com os indicadores de integraçãodos mercados em queda livre, a glo balização perde fôlego e ameaça mostrar sua face mais desigual.Muitos alegam que o avanço tecnológico e a interdependência econômi ca revolucionaram a tal ponto os meiosde produção que tornaram o processo irreversível. Mas os números mos tram recuo em três elementos quedefinem a globalização: o movimen to de bens, de capitais e de pessoas. Na semana passada, a OMC (Organização Mundial do Comércio) previu que o comércio global terá neste ano a maior queda desde aSegunda Guerra Mundial, com con tração de 9%. O declínio drástico da demanda e o bloqueio nos canais definanciamento fizeram desabar o volume das transações. Para piorar, bar reiras protecionistas começam a ser erguidas em todos os continentes. Em janeiro, a Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo)registrou queda de 23,2% no trans porte de cargas em relação ao mesmo mês de 2008. "É um claro sinal de que o pior da crise ainda está por vir'', disse o diretor-geral da Iata, Giovanni Bisignani, observando quemais de um terço do comércio mun dial de bens é feito por via aérea.A crise também reduziu o movimento de pessoas. O número de passa geiros de voos pelo mundo caiu 5,6% em janeiro. O de turistas, que vinha crescendo 5% anualmente, encolheu 1% no último semestre, informou a Organização Mundial do Turismo. Isso sem falar nas restrições àimigração. Em tempos de prosperi dade, trabalhadores estrangeiros eram atraídos pelos países ricospara suprir a falta de braços, prin cipalmente no setor de construção civil de países como Estados Unidos, Espanha, Reino Unido eIrlanda. Agora que a bolha estou rou e o desemprego bate recordes, eles passaram a ser vistos como competidores indesejados. Nas estações de metrô de Madri,anúncios do governo incentivam imi grantes a deixar o país, oferecendo 450 para os custos de viagem. NosEstados Unidos, o governo dá incen tivos a empresas para contratarem funcionários americanos. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) calcula que a crise poderá eliminar até 40 milhões de empregos no mundo até o fim do ano, grande parte entre a população "vulnerável'', como a imigrante. 32534