A4 GERAL Comunidade do Bairro Veneza sofre a constante falta de água Para reflexão:"Ter esperança significa aguardar pelo que ninguém mais espe ra". (G. Chesterton) egallievi@yahoo.com.br A voz dos bandidos Giovani Allievi "Realmente, com o governo petista, em Sergipe a história agora é outra". Deputado estadual Venâncio Fonseca (PP) Arquivo/CS Soltando o verbo! Correio de Sergipe · Aracaju sábado · 28 de março de 2009 Mércia Oliva O s moradores da Rua Chanceler Osvaldo Aranha e adjacências, no bairro Veneza, zona norte de Aracaju, estão indignados com a Companhia de Saneamento de Sergipe(DESO) pela falta de abaste cimento naquela região. Hámais de 15 dias a comunidade está sem água, conseguindo alguma quantidade atra vés do carro-pipa, mas deforma insuficiente. No sába do passado, 21, pela noite, aágua chegou, mas faltou nova mente na segunda-feira 23 ao meio-dia e daí por diante não mais houve o abastecimento. O curioso é que as contas continuam chegando e comvalores altos no mês de fevereiro, sem nenhuma explica ção por parte da Deso.De acordo com alguns mora dores, existe um poço de umaempresa que a água é barren ta, não serve para beber, mas a necessidade é tamanha queos moradores acabam apelando para utilizá-la em algu mas ações. Isso também se dá pela gentileza e sensibilidadedos proprietários da empre sa em ceder água para os habitantes da localidade. "Quando precisamos de água para beber, temos que pegar no Conjunto D. Pedro, e para as outras atividades como cozinhar e tomar banho, pegamos ou no carro-pipa, quando vem, ou em outra localidade (no bairro Veneza - parte debaixo), quando não está nos dias de rodízio. A água do poço, utilizamos para colocar no banheiro e lavar alguma coisa", relatou Wilma Carvalho Silva. "Não temos água, mas ostalões com as contas conti nuam a chegar. Paguei no mês de janeiro, uma conta em torno de R$ 17,00; já no mêsde fevereiro, (sem abasteci mento) a conta subiu para R$ 82,00, descendo este mês para R$ 17,00; não só a minha, mas grande parte dos moradores da minha rua recebeu as suas contas da mesma forma. Há pessoas que receberam uma fatura de R$ 120,00. Essa falta de água anda até mexendo com a vida familiar, porque nós chegamos cansados depois de um dia de trabalhoe ainda temos que pegar bal des de água (quando tem o carro-pipa). Uma das nossas conquistas, que foi colocaruma bomba, tornou-se pesadelo, porque esta só anda que brada", diz Wilma. Num trecho antes da casa de Wilma, o carro-pipa havia sido chamado pelos moradores para suprir as necessidades.Uma fila de crianças e adultos se formava em frente à tor neira para encher os baldes. "Isso tem se tornado comum, mesmo antes do rodízio. Quando chamamos o carro,através de insistentes telefonemas para a Deso, que aca bam achando ruim com a nossa insistência", contam Simone Santos e Ana Maria. Tentamos por inúmeras vezes entrar em contato com a Deso através de telefone, mas não obtivemos êxito. >>Com ou sem rodízio, água não tem chegado às torneiras das residências Efeito bumerangue O governador Marcelo Déda deveria dar um severo puxão de orelha no publicitário que incluiu a frase "Em Sergipe, agora a história é outra" nas peças de propaganda do governo do estado estrelada pelo ator global Marcos Palmeira. Nãopoderia ter sido mais infe liz a construção desse"bordão" que, em sínte se, fornece considerável munição para a oposição "deitar e rolar" em suas críticas à administraçãoestadual. Chega a ser inacreditável que a assesso ria do governador e a própria secretaria de Comunicação Social tenham permitido que essa "frase de efeito" fosse utilizada na propaganda governamental. Resultado: o governador MarceloDéda (que não é marqueteiro) é quem está "pagando o pato" por essa "via gem na maionese" da sua equipe de assessores. Day After Os efeitos do reajuste salarial de 1% aos servidores da prefeitura de Aracaju começaram a ser sentidos logo no dia seguinte. Os enfermeiros e enfermeiras da rede municipal de saúde decidiram ontem entrarem greve por tempo indeterminado na próxima quinta-feira em protesto ao percentual anunciado. A cate goria reivindica 15% de aumento, além da ampliação de gratificações e melhores condições de trabalho. Com os médicos da capital em greve há 25 dias, os postos de saúde e hospitais da prefeitura de Aracaju ficarão às moscas com a paralisação dos enfermeiros. Tá feia a coisa! Rápido no gatilho O vereador Jailton Santana (PSC) teve uma ideia que merece ser aplaudida por todos os aracajuanos. Na próxima segunda-feira, ele irá propor na CâmaraMunicipal de Aracaju, que a SMTT determine às empre sas de ônibus para não cobrar a passagem em um dia da próxima semana, durante o mesmo espaço de tempo que antecedeu a greve dos motoristas e cobradores no dia de ontem. A razão é simples: muitos usuáriosforam prejudicados com a paralisação porque pagaram a passagem e os ônibus foram proibidos de con tinuar fazendo o trajeto no meio do percurso. Nada mais justo do que ressarcir o dinheiro da passagem dos usuários permitindo a gratuidade em igual período. MUNICÍPIO Professores continuam em greve por tempo indeterminado Os professores da rede municipal de ensino deAracaju não aprovaram o reajuste salarial de 1% concedi do pelo prefeito EdvaldoNogueira (PCdoB) e conti nuam em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada durante assembleia, realizada na manhã de ontem, 27, na sede do Sindicato dos Profissionais de Ensino de Aracaju (Sindipema), no Bairro Siqueira Campos."Nosso sentimento é de frus tração diante do reajuste de 1%", declarou a presidente do sindicato, Maria Elba da Silva. A assembleia que estava marcada para a quinta-feira, dia 26, foi transferida porconta do anúncio de reajus te salarial. "Tivemos uma reunião com o Prefeito na quarta-feira, à tarde e eledisse apenas que estava estu dando o reajuste, mas não disse que anunciaria já no outro dia. E ele sabia que tínhamos uma assembleiamarcada. No entanto, tomamos conhecimento do anúncio pela imprensa. O sindi cato em momento algum teve acesso a essa informação,nem por delicadeza do pre feito", disse a sindicalista. Para ela, a justificativa do Prefeito para o valor doaumento é inválida. "O argu mento do Prefeito é falacioso,porque houve um crescimen to na arrecadação do ICMS de Aracaju nos últimos doismeses, inclusive a arrecada ção de janeiro deste ano foi maior que a de janeiro de 2008 e de acordo com o estudo que encomendamos ao Dieese, a Prefeitura tem condições de conceder um reajuste entre 8% e 13%. O percentual de 1% nos surpreendeu", declarou. A principal reivindicação dacategoria, que cruzou os bra ços no último dia 16, é a implantação do piso salarial nacional, no valor de R$ 950.O salário-base de um professor da rede municipal em iní cio de carreira é de R$ 692,66. Além da implantação do piso,a categoria reivindica também a inclusão da assistên cia médica aos aposentados, inclusão dos dependentes sem qualquer ônus e retirada dacoparticipação. "A lei estabe lece o piso salarial de R$950,00 e a prefeitura nãoestá cumprindo a lei. O paga mento está sendo feito de forma equivocada", afirmou.Atualmente, a rede de ensi no de Aracaju tem 80 escolas, com cerca de 32 mil alunos e2.500 professores, entre apo sentados e ativos. Conforme o Sindipema, a adesão à greve foi total e apenas as creches, que são consideradas serviçoessencial, continuam funcio nando para respeitar o limite de 30% do efetivo que deve ficar em sala de aula. Seguindo o calendário de manifestações, na próxima segunda-feira, 30, o Sindipema irá realizar um ato público, com panfletagem, na Praça Fausto Cardoso, a partir das8h30. Na terça-feira, os pro fessores municipais irão até a Câmara de Vereadores deAracaju solicitar que os par lamentares não aprovem oreajuste de 1%. Já na quarta feira, a categoria se reúne emassembleia, na sede do sindi cato, às 15h. Reajuste- Edvaldo Nogueira anunciou o reajuste linear de1% para os servidores muni cipais, em entrevista coletivarealizada na manhã de quintafeira, 26, no Centro Admi nistrativo Aloísio Campos. "O mais prudente seria não dar aumento. Mas se eu desse 0% o impacto seria grande. Então vou dar um pouquinho paratodo mundo e atender algu mas reivindicações", informou. Além do pequeno percentualde aumento, o Prefeito expli cou que a prefeitura tentará atender algumas das outras reivindicações das categorias,a exemplo do pagamento integral do piso para o magistério e o estudo para a imple mentação desta lei até o ano de 2010. Uma das piores e mais maléficas consequências da ineficiência das autoridades competentes no combate à criminalidade é o sentimento de autoconfiança queos fora-da-lei passam a ter no sentido de que dificil mente serão capturados pela polícia e, caso sejam, não permanecerão por muito tempo na cadeia. Infelizmente,isso está ocorrendo em Sergipe. Um exemplo irretocável: na semana passada, uma propriedade rural situa da no município de Capela foi assaltada por quatro homens armados que "renderam" seus proprietários, um senhor de 86 anos, sua esposa de 79 e um empregado. Os três foram espancados e amarrados.Os ladrões reviraram toda a casa à procura de dinhei ro e objetos de valor.Quatro horas depois, antes de ir embora com o pro duto do roubo, um dos bandidos dirigiu-se aos idosos alertando que, caso eles os denunciassem à polícia efossem presos, voltariam para matar o casal. Para refor çar sua ameaça, o marginal disse que era muito difícil ser capturado, mas caso isso ocorresse, não passaria mais de três meses atrás das grades. Qual a única conclusão que se pode extrair disso tudo? Que os bandidos estão certos de que a polícia não os incomodarão e que fugir de uma delegacia ou de um presídio sergipano é a coisa mais fácil do mundo. Existirá, caro leitor, algo mais amedrontador do que isso? Saber que os criminosos estão agindo com essaabsurda confiança de que nada ou pouca coisa acontecerá com eles? Convenhamos que isso é o passo deci sivo para a instalação de uma "era de terror" no estado. Ajoelhados e de mãos postas, devemos rogar para que o governo estadual, através da secretaria de Segurança Pública, não deixe que isso aconteça em Sergipe. Decisão de continuar com a greve foi tomada em assembleia com a categoria Fernando Silva/CS Tel.: (79) 3251-5000 pinheirovigilância@pinheirovigilância.com.br SUA SEGURANÇA NOSSO MAIOR PATRIMÔNIO 32398 32398